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quarta-feira, 30 de março de 2011

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Hacker que desbloqueou o PS3 tem planos para aniquilar o Orkut

 

Escondido no Brasil, GeoHot cedeu uma entrevista exclusiva e revelou informações interessantes sobre seus próximos passos.

Para muitos, um herói. Para outros, o inimigo “número um” dos video games. George Hotz, também conhecido como GeoHot, é um dos hackers mais famosos dos últimos anos, atingindo esse posto após desbloquear um dos sistemas mais “lacrados” de todos os tempos: o PlayStation 3.

George Hotz em disputas frequentes com a Sony

Fonte da imagem: George Hotz

Liberando os sistemas a rodarem jogos não originais, a alteração prejudica a Sony (empresa fabricante do PlayStation) e todas as produtoras e desenvolvedoras de games associadas. Ele também é conhecido por ter desbloqueado o iPhone, criando jailbreaks para várias versões do sistema operacional portátil da Apple.

Disputas judiciais

Nem todas as suas ações repercutiram tanto quanto o desbloqueio dos PlayStation. Isso porque a Sony luta com todas as forças para manter o seu sistema sem alterações (desautorizadas) de qualquer tipo. Hoje, a empresa japonesa está com vários processos contra o hacker norte-americano.

São ações relacionadas a quebra de patentes e desacordo com os contratos de licenciamento. A primeira vitória da Sony foi uma ordem de restrição para Hotz, que ficou proibido de mencionar os nomes “Sony” e “PlayStation” ou divulgar versões modificadas de softwares em qualquer meio digital, o que inclui fóruns, sites, redes sociais e vídeos.

Não respeitando a decisão da justiça, em fevereiro deste ano Hotz publicou um vídeo no YouTube para desafiar a Sony. No vídeo, ele canta um rap próprio, no qual solta algumas ofensas contra a empresa. Entre as frases de maior impacto, estavam: “Cry to your uncle Sam” e “I’m the personification of freedom to y’all”.

A primeira delas diz para a Sony ir “chorar com o Tio Sam” (apelido dos Estados Unidos) e, na segunda, ele se declara a personificação da liberdade para todos. Há também várias outras frases que são um pouco pesadas para que sejam colocadas neste artigo.

A fuga para a América Latina

GeoHot foi obrigado pela justiça norte-americana a entregar todos os seus eletrônicos (incluindo discos rígidos e video games) à Sony. E apesar de todas as frases de efeito, quando isso ocorreu, Hotz não resistiu à pressão e decidiu fugir para a América Latina. Há várias fontes internacionais que confirmam a fuga para a Argentina.

Uma destas fontes é uma declaração da Sony. Quando a SCEA (Sony Computer Entertainment of America) pediu os discos rígidos do hacker, o advogado dele informou que ele não poderia responder aos pedidos naquele momento, já que estava na América Latina. Inicialmente na Argentina, não demorou para que George Hotz encontrasse formas de fugir para outro país – o Brasil.

Encontrando abrigo no Brasil

Após duas semanas em Buenos Aires, George Hotz foi contatado por um grupo de hackers, que ofereceu asilo para ele em uma cidade metropolitana do Rio de Janeiro. O Tecmundo conseguiu contato com GeoHot e divulga agora uma entrevista exclusiva – já traduzida –  realizada na última quarta-feira.

Tecmundo: George Hotz, o que levou você a buscar maneiras de burlar o sistema do PlayStation com tanto afinco?

GeoHot: Assim como aconteceu com o iPhone, o PlayStation 3 é um verdadeiro aprisionador dos usuários. Nós já pagamos uma boa quantia de dólares por eles; o mínimo que podemos esperar é que tenhamos liberdade para usá-los da maneira que quisermos.

TM: Então as suas modificações nos sistemas visam apenas o bem dos usuários?

GH: O que realmente me move é a vontade de mostrar que os usuários podem ser maiores do que as empresas. E não o contrário.

TM: Você reconhece sua culpa perante a lei norte-americana?

GH: Sei que a justiça dos Estados Unidos não é voltada ao consumidor, mas sim aos empresários. Também conheço os contratos do PlayStation e posso garantir que nunca burlei nenhum deles, porque nunca assinei nenhum deles.

TM: Mas o contrato da Sony diz que, se não concordar com os termos nele inscritos, você não é autorizado a utilizar os sistemas da marca.

GH: Não me lembro de ter lido isso!

TM: Mudando de assunto. Por que escolheu o Brasil?

GH: Eu estava na Argentina para esfriar a cabeça, então surgiu um convite de alguns hackers brasileiros. A oferta foi tentadora, porque aqui eu poderia libertar muito mais os usuários. Não apenas das garras da Sony, como também das opressões tributárias, que fazem os jogos serem muito mais caros do que valem. Aqui o desbloqueio dos sistemas possui uma razão a mais.

TM: E qual o próximo passo?

GH: Depois de disseminar os desbloqueios do PS3, vou lutar para libertar os brasileiros de uma outra praga.

TM: Qual?

GH: O Orkut.

TM: Por que você diz que ele é uma praga?

GH: Uma rede social que aprisiona a alma dos usuários não pode ser algo bom. Li alguns estudos sobre o perfil do usuário do Orkut e vi que, no Brasil, esta rede social é mais nociva do que muitas drogas.

TM: Prossiga.

GH: Os adolescentes voltam da escola e acessam o Orkut em vez de estudarem. E isso é só um dos mil exemplos. Preparem-se, porque em breve vocês verão o Orkut sendo aniquilado.

TM: Aniquilado?

GH: Exatamente. Falhas serão expostas e servidores serão derrubados. A Google vai aprender que a internet serve para libertar, não para prender.

Orkut: o próximo alvo

Como dito na entrevista, pelo próprio George Hotz, em breve o Orkut será atacado de uma maneira jamais vista anteriormente. O Tecmundo sugere que, para sua segurança, senhas sejam trocadas e dados muito confidenciais sejam retirados dos servidores da rede social.

GeoHot em seu quarto, ainda nos EUA

Fonte da imagem: George Hotz

Podemos garantir também que a Google já está trabalhando em maneiras de evitar que GeoHot utilize seus dotes de hacker para atacar o Orkut. Sabemos também que os principais objetivos do hacker são relacionados à “libertação” dos usuários, por isso esses ataques não devem ser nocivos a quem utiliza o Orkut.


 

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Reiniciar o modem faz a internet voltar?

Se o PC não conseguir contato com o modem, significa que este está completamente impossibilitado de enviar pacotes de dados.

Se o PC não conseguir contato com o modem, significa que ele está completamente impossibilitado de enviar pacotes de dados. Foto: Baixaki/Reprodução

Foto: Baixaki/Reprodução


Sempre que os usuários reclamam de algum problema relacionado à banda larga, os atendentes das operadoras pedem para que o modem seja reiniciado. Você já deve ter passado por isso e, caso seu problema não tenha sido resolvido, certamente ficou pensando em poucas e boas para dizer ao funcionário da empresa de atendimento e suporte técnico.

Mas será que realmente é possível consertar uma conexão apenas desligando e religando o modem em seguida? Ou estaríamos apenas dando tempo para que os operadores encontrem verdadeiros erros nos servidores? Descubra se estas instruções do suporte técnico possuem algum fundamento ou se tudo não passa de um mito da manutenção de redes.
 
"Oi, não consigo acessar meu modem!"
Uma das primeiras ações que os usuários podem fazer para saber se a internet não está disponível, ou se é o modem que não está enviando o sinal, é tentar acessar o painel de configurações do roteador. Geralmente este acesso é feito pelo navegador, no qual é inserido o endereço do gateway padrão e também os dados de administração da rede.

Se o computador não conseguir contato com o modem, significa que o modem está completamente impossibilitado de enviar pacotes de dados. Provavelmente ele está recebendo o sinal de internet pela linha telefônica, mas como as portas estão travadas, os computadores e outros dispositivos ligados a ele não conseguem receber o mesmo sinal.

Para resolver este problema, é realmente necessário seguir os passos indicados pelo suporte das operadoras - desligar e ligar o aparelho novamente. Quando o modem é reiniciado, as portas são destravadas e o sinal volta a fluir normalmente para os computadores.


Mas por que os modems travam?
Há vários motivos que podem ocasionar o travamento dos modems, mas alguns deles ocorrem com mais frequência do que outros. É o caso dos "picos de luz", que podem afetar os roteadores de várias maneiras, causando inclusive danos físicos nos aparelhos. Por isso, é recomendado que sejam utilizados estabilizadores ou filtros de linha nos dispositivos.

De maneira geral, sempre que a rede elétrica recebe mais energia do que o padrão, ocorrem "picos de luz", que podem gerar sobrecargas nos aparelhos eletrônicos que estiverem ligados nas tomadas. Com esta sobrecarga, os modems acabam "se perdendo" e as portas são travadas, impedindo o sinal de internet de ser distribuído para outros aparelhos.


Sujeira na linha
Outra causa muito comum de travamento de modems é a instabilidade no sinal de internet. O sinal ADSL é bastante sensível, por isso qualquer ruído pode gerar "sujeira" na linha e fazer com que o modem seja travado. Resolver este problema pode ser um pouco mais complicado, mas um dos passos para a resolução é a reinicialização do modem.

Com a interrupção na demanda do sinal, a empresa que oferece a internet banda larga pode realizar verificações na qualidade dos dados transmitidos. Se este for o problema da sua internet, provavelmente será recomendado que você instale filtros de linha nas tomadas telefônicas, para separar o sinal ADSL e o sinal de voz com maior clareza.


Sobrecarga de tarefas
Quando ficamos muito tempo sem descansar, nosso corpo passa a responder com menos clareza. Com a tecnologia também é assim: se você deixar seu modem muito tempo ligado, ele pode acumular erros de sinal e chega a travar. Para corrigir este problema também só será necessário reiniciar o aparelho.

Mas para evitar que isso aconteça com frequência, tudo o que você precisa fazer é desligar o modem em momentos de ociosidade da rede. Por exemplo, se todos estiverem dormindo, não há motivos para que o aparelho continue ligado. O mesmo pode ser dito para momentos em que todos estão fora.

..... Como você pode perceber, reiniciar o modem é realmente uma boa ideia nos momentos em que o problema da internet está apenas na rede interna. Em casos de dificuldades ou problemas gerados pela operadora de telefonia (tanto na transmissão do poste às tomadas ou dos servidores aos postes), os procedimentos precisam ser realizados por técnicos especializados.

sexta-feira, 18 de março de 2011

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Como funcionam os sistemas de refrigeração a líquido

Conheça os componentes destes sistemas e entenda por que eles são tão eficientes para manter baixas temperaturas.


Conhecidos por muitos como “coolers de água” ou “sistemas de resfriamento à base d’água”, os sistemas de refrigeração a líquido são produtos raros. Não que as fabricantes não tenham interesse ou mercado para comercializar este tipo de produto, mas pelo simples motivo de que, ao menos no Brasil, este tipo de tecnologia chega com valores abusivos.

Aos que nunca sequer ouviram falar neste tipo de sistema de refrigeração, vale a pena fazer uma pausa antes de entrarmos no quesito funcionamento. Os “coolers à base d’água” são componentes essenciais em computadores em que a temperatura do processador é elevada. Vale frisar que a palavra “elevada” não é aplicável a computadores em que a temperatura está acima do normal por motivos de desgaste da ventoinha ou desgaste da pasta térmica.

Sistema de refrigeração a líquido

Os sistemas de refrigeração a líquido são recomendados para computadores em que a ventilação do gabinete não é boa o suficiente e, principalmente, para consumidores que adquiriram computadores com configurações de alto nível (entenda processadores e placas de vídeo de última geração).

Evidentemente, há outros benefícios além da redução de temperatura. O resfriamento à base de líquido reduz o nível de ruído consideravelmente, justamente porque não existe uma ventoinha ativa o tempo todo. Além disso, por conseguir refrigerar o processador de forma mais eficiente, este sistema prolonga a vida da CPU e garante a execução de tarefas com maior eficiência (visto que altas temperaturas costumam prejudicar o desempenho do PC).


Nota: o exemplo acima é baseado em um sistema com bomba integrada, o qual não conta com reservatório.

E assim seu processador fica bem frio...

Como você pôde reparar no infográfico, um sistema de refrigeração a líquido não possui muitos componentes. Vale salientar, no entanto, que existem diferentes modelos para realizar esta função. São diversas fabricantes, versões semelhantes do mesmo produto e, ainda, diferentes métodos de funcionamento. Claro que não podemos abordar cada sistema separadamente, por isso realizamos este artigo com base nos modelos mais comuns.

Um sistema de refrigeração pode ter dois ou mais componentes, mas o que vamos abordar conta com cinco itens principais. O primeiro deles é a bomba integrada. Esta peça vai instalada em cima do processador, encobrindo-o totalmente e mantendo outros componentes escondidos. A bomba integrada serve para puxar e empurrar o fluido que vai refrigerar a CPU.

Visão da parte inferior da bomba integrada

Abaixo da bomba integrada temos um dissipador, também conhecido como “prato frio”. Este item funciona de forma idêntica aos dissipadores comuns, mas não tem o mesmo tamanho. O objetivo deste dissipador é “puxar” o calor do processador. Apesar de parecer uma tarefa complexa, o dissipador não precisa realizar absolutamente nada.

Dissipador

O “prato frio” não passa de um pedaço de metal que segue as leis da física. Basicamente, o que vai ocorrer é que a CPU vai esquentar muito e, com isso, o calor vai se espalhar até que a temperatura atinja um ponto de equilíbrio. Todavia, o processador não mantém o calor para si e compartilha com o fluido que está encostado, quase que diretamente, nele.

O líquido aquecido, então, precisa ser afastado do processador e para realizar tal tarefa a bomba integrada deve entrar em ação. A bomba empurra a solução, com temperatura elevada, para longe do processador. O fluido é guiado pela mangueira até o radiador (também conhecido como trocador de calor).


Mangueiras conectadas ao radiador

 

O radiador é uma peça bem comum, presente em carros, geladeiras e outros tantos produtos. E que tem uma função importante: trocar calor entre a solução e o ar. Nos computadores a função é a mesma, de modo que o fluido que entra no radiador — através dos tubos — é resfriado para então retornar ao processador.

Acontece que nem sempre o radiador consegue refrigerar o fluido, visto que esse resfriamento está condicionado ao tamanho do radiador e à temperatura do líquido. Nestes casos, alguns sistemas de refrigeração a líquido ativam uma ventoinha no gabinete — ou acoplada ao radiador —, a qual ajuda a empurrar (caso ela esteja na parte frontal do gabinete) ou puxar (se estiver instalada na parte traseira) o ar quente para fora.

Ventoinha junto ao radiador para empurrar o calor para fora

Depois que a temperatura da solução voltou ao normal, o radiador direciona-o pela mangueira até a bomba integrada. Esta puxa o líquido para cima do processador, o qual vai esquentar o fluido novamente. E assim o ciclo se repte sucessivamente.

Só para esclarecer, este processo não é tão demorado quanto parece. Ele é contínuo, pois a quantidade de fluido no sistema de refrigeração é suficiente para que enquanto certa quantia está saindo do processador, outra já esteja chegando.

Nota: alguns sistemas de refrigeração a líquido contam com um reservatório, o qual serve para manter parte do fluido armazenada, possibilitando que o radiador tenha mais tempo para refrigerar a solução líquida.

Uma parte é água

Os chamados “water coolers” ou “coolers de água” recebem este nome por utilizarem a água como elemento principal para refrigeração dos componentes. No entanto, as soluções utilizadas nos sistemas de refrigeração, em geral, possuem determinada porcentagem de outros elementos químicos.


Alguns sistemas necessitam de substituição do líquido

 

Nem todas as fabricantes revelam o tipo de aditivo que utilizam, mas sabe-se que existem sistemas com propilenoglicol e outros com agentes anticongelantes e anticorrosivos. Estes componentes extras servem para que a água não ferva (em casos de altíssimas temperaturas), não perca sua composição mais pura e também para melhorar a temperatura mínima — de modo que o fluido não congele em casos de refrigeração acima do necessário.

Além deste fluido padrão, existem versões para melhorar o resfriamento de outras maneiras. No site Koolance há um líquido refrigerante preparado para conduzir pouca eletricidade, segundo a fabricante, este produto é recomendado em alguns casos, pois apesar de evitar problemas com a energia elétrica, ele não refrigera um pouco menos que os produtos comuns.

Vale salientar, no entanto, que nem mesmo água, tampouco o fluido como um todo são os únicos responsáveis pelo resfriamento do processador. O dissipador, o radiador, a bomba e até mesmo os tubos são preparados para manter as mais baixas temperaturas. Deste modo, a “água” é apenas o condutor que vai retirar o calor do processador.

Detalhe: os sistemas de refrigeração a líquido que necessitam de substituição do fluido devem sofrer uma manutenção a cada dois ou três anos, pois após este período a solução já não deve ter a qualidade reduzida drasticamente.

Refrigeração em mais componentes

Os sistemas de refrigeração a líquido ficaram muito modernos. A princípio a funcionalidade era resfriar apenas a CPU, todavia, com o surgimento de placas de vídeo mais potentes, as fabricantes adaptaram os produtos para que eles pudessem refrigerar as VGAs também.

Obviamente, para utilizar esse tipo de solução em uma placa gráfica, o usuário deve ter no mínimo uma placa de última geração — em placas de desempenho intermediário pode ser um desperdício. A instalação em placas de vídeo é relativamente simples, mas nem todos os sistemas de refrigeração vêm prontos para refrigerar placas gráficas.


Sistema preparado para refrigerar placas de vídeo, CPU e chipset

 

Aqueles que são capazes de resfriar mais de um componente vêm acompanhados de adaptadores e mais tubos. Normalmente, estes sistemas são ideais para resfriar múltiplas placas e conseguem, inclusive, refrigerar o chipset da placa mãe.

Normalmente, chips que necessitam de resfriamento vêm acompanhados de um cooler, mas com a utilização de um sistema à base de líquido, a temperatura fica mais baixa e, consequentemente, tende a aumentar a estabilidade, abrindo espaço para overclocks. Claro que, sistemas como estes são ainda mais caros, pois exigem mais de um radiador, reservatório de alta capacidade e bombas integradas para cada componente.

Ainda mais gelado!

Para algumas situações, o sistema de refrigeração a líquido — que utiliza um fluido à base d’água — não é suficiente.  Nestes casos, os entusiastas apelam para o resfriamento com nitrogênio líquido. Para este tipo de atividade, não existe um produto comercial específico, pois as fabricantes de processadores não planejam que uma CPU opere na frequência de 8,2 GHz.


Screenshot comprovando o atual recorde de overclock

 

Como você bem deve saber, este processo de elevação na “velocidade” (em teoria a velocidade aumenta, mas o clock da CPU é que tem seu valor modificado) do processador é conhecido como overclock e só é realizado por experts no assunto.  No caso do atual recordista, a frequência de um Celeron foi alterada de 3,2 GHz para 8,2 GHz. Como isto representa mais do que o dobro de operações suportadas, fica evidente que a CPU vai esquentar acima do normal.

E para esfriá-la, somente com uma solução capaz de atingir temperaturas negativas. No caso do nitrogênio, é possível manter a temperatura abaixo de -100 oC, mas por não haver um equipamento apropriado, os entusiastas precisam adaptar um tubo em cima do processador e derramar o nitrogênio aos poucos para que a CPU esfrie rapidamente e não corra o risco de queimar.


Sistema improvisado para esfriar a CPU com nitrogênio líquido

 

Você possui um computador com sistema de refrigeração a líquido? Já viu algum computador que precisasse de nitrogênio para funcionar? Compartilhe seus comentários e experiências.

domingo, 13 de março de 2011

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Como será a TV da próxima década?

Com o avanço frenético das tecnologias em som e imagem, a que tipo de TV estaremos assistindo em 

 

Como será a televisão do futuro?

Fonte da imagem: LG

Olhe para a tela da sua televisão agora e tente fazer um exercício de futurologia: a que tipo de TV você estará assistindo na próxima década? Embora pareça simples, a pergunta não tem uma resposta tão óbvia. Afinal, dia após dia novas tecnologias chegam ao mercado, prometendo transformar por completo a experiência do espectador.

Se você voltar um pouco no tempo, há pouco mais de dez anos as telas de LCD eram a grande vedete do mercado. Os aparelhos mais simples, ainda sem tela Full HD e com 32 polegadas, podiam ser encontrados por até R$ 10 mil, ficando muito distantes da realidade da maioria. 

Entretanto, hoje é comum encontrarmos telas de LCD de 32 polegadas por valores abaixo até de R$ 1 mil. Porém, o que era sucesso na década passada, pode parecer uma peça de museu para os usuários com melhores condições financeiras e mais atentos às novidades do mundo tecnológico.

As telas de R$ 10 mil continuam existindo. Aliás, se você pesquisar, há produtos com valores muito acima disso. Porém, a quantidade de opções que os produtos oferecem e a qualidade de imagem proporcionada fazem qualquer um ficar boquiaberto. Mas até onde essa evolução será capaz de chegar?

A TV que você vê

Telas LCD e LED estão entre as mais procuradas pelos usuários

Fonte da imagem: Philips

Telas com suporte para 3D, aparelhos extremamente finos e qualidade de imagem acima de 1080p. Tudo isso já existe. Contudo, a menos que você trabalhe diretamente na indústria ou tenha uma ótima condição financeira, é pouco provável que você pertença à minoria que possui telas como essas.

Historicamente no Brasil, em se tratando de televisão, o país costuma estar cerca de duas a três gerações atrasado para o consumidor final. Ou seja: é como se o produto mais novo disponível nas lojas brasileiras tivesse, em média, 1,5 anos em relação à data de lançamento em seu país de origem. 

Embora muitos usuários reclamem desse longo período de espera, não haveria razão para colocar o Brasil em pé de igualdade com os países desenvolvedores, equiparando as datas de lançamento. Afinal, mesmo chegando com pouco mais de um ano de atraso, ainda assim os valores são altos, devido à carga tributária e à baixa demanda por produtos de custo elevado.

Assim, basta dar uma olhada no perfil das telas de TV em destaque nas lojas na atualidade. O período das telas de LCD como novidade já passou. O que vemos hoje são aparelhos como esses começando a se tornar populares, com preços na faixa entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

TVs com suporte para conteúdo online devem ser a próxima moda entre os usuários brasileiros

Fonte da imagem: Philips

A bola da vez, ao menos no mercado brasileiro, são as telas de LCD com painel de LED, que em relação ao ano passado apresentam quedas de até 40% no valor. Embora ainda existam modelos que custem R$ 10 mil, são as telas com valores entre R$ 2 mil e R$ 4 mil que hoje povoam o sonho de consumo da maioria da população.

Embora o ciclo dos produtos esteja cada vez menor, o Brasil tem uma característica singular em se tratando de televisores. Os períodos que antecedem a Copa do Mundo são, historicamente, as épocas em que há maior renovação da linha de aparelhos por parte dos consumidores. 

Dessa forma, é provável que em 2014, em especial pelo fato de a Copa ser no Brasil, e em 2018, o país novamente modifique sua cultura em termos de aparelhos de televisão e uma nova linha de aparelhos se torne acessível para as classes mais populares, como aconteceu com as telas LCD em 2010. 

A TV que você não vê

Telas de LED começam a se tornar mais acessíveis no Brasil

Fonte da imagem: LG

Telas com suporte para 3D sem a necessidade de óculos especiais, aparelhos com apps exclusivos, acesso à internet e integração com redes sociais. Qualidade de imagem acima de 1080p, espessura extremamente reduzida, 1 trilhão de cores e altas taxas de frequência. 

Tudo isso que você acabou de ler acima já existe e está nas mãos de muitos consumidores, em especial japoneses e norte-americanos. Até mesmo usuários brasileiros já desfrutam de alguns aparelhos com tecnologia de ponta. Contudo, tanto lá quanto aqui, as tecnologias mais modernas ainda estão nas mãos da minoria dos consumidores.

É natural que uma novidade no mercado, inicialmente, recaia nas mãos de poucos felizardos com melhores condições. Como são produzidas poucas unidades, o custo é alto e, somente com ela se tornando popular, é que o preço diminui e uma parcela maior dos usuários tem acesso às peças. 

As tendências para os próximos anos, levando-se em consideração as tecnologias de ponta existentes na atualidade, são bastante claras. Imagens em alta definição estão chegando a um limite muito próximo ao do que o olho humano é capaz de perceber.

Produtos 3D estão entre os maiores sonhos de consumo dos usuários

Fonte da imagem: Sony

Além das telas com resolução Full HD, praticamente um item obrigatório na atualidade, tecnologias como a Quad-Pixel, desenvolvida pela Sharp, permitem a exibição de até 1 trilhão de cores. Ou seja, por mais que existam possibilidades de avanço – e, acredite, existem – não haveria sentido dispor mais cores em um aparelho do que o olho humano é capaz de captar. 

Para aqueles que acreditavam que a internet poderia matar a TV, o que está se vendo é justamente o oposto, com a TV integrando acesso à internet e transformando essa possibilidade em um diferencial de mercado. Apps exclusivos, download de conteúdo, interatividade e integração com outros aparelhos da casa já são realidade, mesmo em aparelhos com mais de um ano de mercado.

Nos últimos dois anos, em especial com a popularização do 3D nas salas de cinema, o suporte para o formato invadiu a casa do consumidor. Além dos televisores, jogos de video game, consoles portáteis e, até mesmo, celulares já contam com a possibilidade de exibir imagens em três dimensões.

Atualmente, os óculos especiais tidos como um mal necessário para o formato, também estão perdendo espaço. Se no Brasil o primeiros modelos de TV 3D ainda não completaram um ano, nos EUA já é realidade a comercialização de telas com suporte para o formato que dispensam o uso de óculos.

2021: o ano em que faremos contato 

Telas transparente utilizam a iluminação ambiente como backlight

Fonte da imagem: Inhabitat

Prever quais tipos de tela estarão no mercado nos próximos cinco anos não é uma tarefa difícil. Embora o ciclo de vida dos produtos esteja cada vez menor, algumas tendências estão próximas de um limite técnico e físico e, por isso, caso não haja novidades em termos de materiais a serem utilizados, dificilmente teremos algo tão revolucionário nesse segmento.

Boa parte dos esforços da indústria, ao menos por enquanto, está centrado na descoberta de maneiras de se consumir menos energia e dissipar com mais facilidade o calor. Com telas cada vez mais brilhantes e luminosas, é natural que o consumo de energia cresça.

Algumas soluções, como a utilização da luminosidade do ambiente como backlight, vêm ganhando espaço entre os especialistas. Uma tela transparente apresentada pela Samsung demonstra um princípio similar e também pode se destacar no futuro. O modelo da Samsung, além de reduzir o consumo de energia, funciona bem em outro requisito: integração com o ambiente.

Com telas cada vez mais finas, próximas a um limite físico e apresentando variações muitas vezes menores do que 1 centímetro entre um modelo e outro, os modelos que melhor se integram ao ambiente sairão na frente na disputa pela atenção do consumidor.



A ideia de que a televisão é uma espécie de “janela para a realidade” cada vez mais estará presente no dia a dia do usuário. Voltando a ocupar um lugar de destaque na residência do consumidor, a televisão deverá ser ainda um elementos de decoração do ambiente, se integrando de maneira fluída ao cotidiano. 

A holografia é outra possibilidade levantada por alguns especialistas. Com a chegada do 3D, estar mais próximo aos olhos do usuário, saindo da tela, é o desejo mais cobiçado pela indústria, e uma das características mais esperadas pelos usuários. A holografia, se disponível com um resultado final de qualidade, poderá, literalmente, colocar astros e estrelas da telinha em pé no tapete da sua sala.

As poucas experiências existentes nesse campo apontam boas possibilidades para o formato. Contudo, assim como as telas com suporte para 3D tiveram um expressivo desenvolvimento em apenas três anos, é possível que, caso o consumidor realmente se demonstre interessado na holografia, ela possa avançar rápido e pintar nas primeiras telas na virada da década, em 2021.

Com integração total aos demais aparelhos da residência, juntamente com os avanços das interfaces touchscreen e por meio de gestos, poderemos experimentar a sensação de viver em uma residência que se assemelhe a um Kinect gigante, completamente controlada por voz e gestos.

A TV, nesse sistema, poderá ter um papel central, funcionando mais ou menos da maneira como um servidor provê todas as necessidades para uma rede de computadores. Não se comportando como um mero objeto passivo diante do usuário, a TV da próxima década amplia as suas possibilidades e deve se consolidar não só como uma central de entretenimento, mas como o cérebro dos equipamentos de uma residência.

 

segunda-feira, 7 de março de 2011

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Mito ou Verdade: particionar o HD melhora a velocidade?

Você já deve ter ouvido falar disso por aí e sempre teve a curiosidade de saber se isso é verdade ou só mais um dos vários mitos que envolvem a informática. A equipe do Baixaki foi atrás e trouxe a resposta até você!

É muito comum encontrar computadores com discos rígidos de grande capacidade hoje em dia: 250 GB, 320 GB, 500 GB e até 1000 GB! Com tanto espaço assim, logo você terá muita coisa, o que provavelmente tornará seu sistema um pouco lento, necessitando de formatações e tudo mais.
É bem provável ainda que você já tenha ouvido falar ou então lido em fóruns de discussão na internet que particionar seu HD (ou seja, dividi-lo em várias partes) pode melhorar a velocidade do processamento de dados em sua máquina. Se você ainda tinha alguma dúvida, pode acabar com ela agora, pois isto é VERDADE. Particionar o disco rígido torna-o mais rápido sim e nós vamos explicar o porquê nas linhas abaixo.

Mas por que isso acontece?
Essa resposta é um tanto quanto simples. Um disco rígido com múltiplas partições acaba por diminuir o número de vezes em que ele é efetivamente solicitado, acessado e modificado, portanto, isso faz com o tempo de resposta de cada ação realizada seja também diminuído. É uma conta simples: você “utiliza menos” determinadas partições e elas passam a funcionar mais rapidamente.
Particionar seu disco facilitar o trabalho dele na hora de encontrar, gravar e apagar coisas!
Com um disco particionado, o tempo de “procura” que é feito no HD para gravar ou encontrar dados é diminuído, afinal, ela é feita em um espaço limitado pela partição, ou seja, não será preciso varrer o disco inteiro (com suas centenas de gigabytes) para encontrar ou gravar alguma informação. Por isso também ele tende a realizar tarefas mais rapidamente.

Outras vantagens do particionamento
Se em um primeiro momento o principal motivo que levaria alguém a particionar um disco é a otimização da velocidade com que trabalho o HD, existem ainda vários outros fatores que podem contribuir para um melhor aproveitamento de seu computador através da partição de discos.
Formatação sem perda de dados
Se você divide seu disco em várias partes, ao necessitar de uma formatação, não precisará mais perder dados ou então salvá-los em outros dispositivos e mídias. Vamos dar um exemplo: você possui um HD de 320 GB. Na partição C: está instalado seu sistema operacional, na D: está os arquivos que você mais usa e programas instalados, e a E: está relativamente vazia.
Para formatar seu disco sem perder dados ou mesmo necessitar reinstalar seu sistema operacional, você somente formatará a partição D:. Para não perder nenhum de seus arquivos, mova os que devem ser salvos para a partição E: e então siga adiante com a formatação, simples e sem perder nada.
Leia mais sobre formatação em:
• Como formatar o Windows
• Formatar o HD pode estragar o componente?
Organização de dados
Formatar seu HD também pode ter um sentido de organização de tudo que você possui. Ao fazer isso, você poderá reservar um espaço para o seu sistema operacional, outro para guardar arquivos multimídia (músicas, filmes, jogos, etc.), outro para a instalação de programas diversos e, por fim, um outro que funcionaria como uma “zona de escape”, para ser usado no caso de formatações. Desta forma seus arquivos estarão agrupados e organizados, facilitando sua utilização e até mesmo formatação.
Desfragmentar somente as partições necessárias
Desfragmentar seu disco é algo bastante importante e necessário e deve ser feito regularmente. Particionar o HD poderá tornar mais prático também a tarefa de desframentá-lo posteriormente, afinal, será possível desfragmentar apenas as partições que necessitam desta tarefa, e não o disco todo.
Além disso, você pode deixar um espaço em seu HD reservado para a desfragmentação, movendo arquivos para lá somente quando necessitarem deste processo. Isso tudo tende a tornar o desfragmentar algo mais ágil e simples, pois é claro para todos que desfragmentar 200 GB é bem mais rápido do que fazer o mesmo com 700 GB ou 1000 GB.
Leia mais sobre desfragmentação:
Economia de espaço
Repartindo seu HD desta maneira permitirá a você selecionar sistemas de arquivos diferenciados (FAT32, NTFS) para diferentes tipos de arquivo armazenados em cada partição. Isso permite um melhor aproveitamento do espaço que você possui, otimizando a capacidade de seu HD.
Leia mais sobre sistemas de arquivos em FAT32 ou NTFS, qual o melhor?.
Múltiplos sistemas operacionais
Para quem gosta de testar sistemas operacionais, particionar o disco também é uma boa pedida. Desta forma você poderá usar uma distribuição Linux e uma versão do Windows simultaneamente (ou duas distribuições Linux, ou duas versões do Windows) em uma mesma máquina, sem que para isso tenha que desinstalar o SO que você usa convencionalmente.
Vários sistemas operacionais em uma única máquina
Assim, você divide seu HD em várias partes e poderá instalar sistemas operacionais diferentes, sem tem que investir um único centavo em compra de novos discos rígidos para isso. A única coisa que deverá fazer é selecionar qual sistema será usado na tela de boot e pronto. Muito simples e prático, não?
Criar e restaurar imagens
Você já deve conhecer arquivos de imagens (normalmente no formato ISO, mas também existentes em vários outros), que copiam uma pasta ou o conteúdo de um disco por completo em um único arquivo, facilitando seu compartilhamento ou a criação de cópias de segurança. Particionar seu disco também facilitará esse processo.
Normalmente os programas que criam imagens de discos inteiros não permitem que o destino do arquivo seja o mesmo local da fonte, logo, seria necessário um outro dispositivo (um pendrive ou um outro HD) para realizar este processo, certo? Errado! Se você divide seu disco rígido em várias partes, pode criar a imagem de uma partição e mandá-la diretamente para outra, sem problema nenhum.
Segurança
A grande maioria das pessoas instala o Windows no drive C: e os crackers (os hackers do mal) já estão carecas de saber disso. Isso quer dizer que quando alguém vai atacar uma máquina vai diretamente no C:, pois provavelmente o sistema operacional estará instalado lá. Para driblar os invasores virtuais, você pode instalar seu SO em outro drive, mas para isso precisará particionar seu disco rígido.
Obviamente esta medida não deixará você completamente livre de ataques de crackers, mas já causará um pouco mais de dificuldade para eles, o que pode significar a integridade de seus dados e a sua privacidade, portanto pense nesta opção com carinho.

E como eu particiono meu disco?
Você deve pensar que esse é um processo complicado, mas na verdade não o é! Qualquer um poderá fazê-lo em casa, sem nenhum problema ou complicação. Aqui no Baixaki existe uma série de artigos tratando especificamente de partições que serão de grande valia para essas horas.
Aprenda a criar partições em Como criar partições (clique para acessar), a alterar o tamanho das partições em Redimensionar partições do HD e também a como mover arquivos entre as partições no Windows XP no artigo Dicas do XP: como colocar seus arquivos em uma partição diferente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

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Thunderbolt: conheça a ultravelocidade na transmissão de dados

Transmissão de dados com o dobro do poder do USB 3.0. Esqueça os cabos HDMI e Ethernet para conhecer o futuro da tecnologia.





Novo padrão Thunderbolt
Em 2009 a Intel anunciou uma nova tecnologia que estava em desenvolvimento. Este projeto pretendia dobrar as velocidades prometidas pelas conexões USB 3.0 e permitiria que os sistemas de multitarefas atingissem um novo patamar. Na ocasião, o novo padrão foi apresentado com o nome de Light Peak (Pico de Luz, em português).
Um ano depois, durante a IDF 2010 (mesmo evento da Intel) a empresa mostrou alguns avanços significativos no desenvolvimento do Light Peak, mas ainda não se sabia se alguma fabricante de computadores estaria disposta a arriscar a instalação deste padrão, em vez de optar pelo esperado USB 3.0.

Apple: e começam os rumores

Já em fevereiro de 2011 começaram a surgir muitos boatos acerca de possíveis novas linhas de computadores da Apple. Como tudo o que envolve a empresa de Steve Jobs, estes possíveis lançamentos envolviam uma série de rumores. Entre elas estava a chegada de um novo padrão de transmissão de dados.
Muitas novas possibilidades
Fonte da imagem: divulgação/Apple
Logo se pensou no formato da Intel, mas nada foi confirmado. Os rumores continuaram a surgir e evoluir, até que chegou à imprensa internacional um nome que não era conhecido até então: Thunderbolt. Apesar de grande parte da mídia especializada apostar neste nome, muitos recusaram-se a acreditar que o Light Peak havia sido alterado. Até o dia 24 de fevereiro.

Um novo nome para o Light Peak

Na manhã do dia 24, a loja de produtos da Apple ficou fora do ar. Não demorou para que todos acreditassem que em poucas horas a página voltaria ao funcionamento normal, já com a nova linha dos notebooks MacBook Pro cadastrada. E foi exatamente isso que aconteceu: os computadores foram anunciados e traziam a já mencionada tecnologia Thunderbolt.
Primeiro notebook com o padrão
Fonte da imagem: divulgação/Apple
Com o novo padrão de conexões, a Apple não pretende acabar com os já conhecidos e consagrados conectores USB. Investindo na parceria que possui com a Intel, a empresa de Cupertino quer mesmo é levar o que há de mais moderno para seus consumidores. Thunderbolt é mais do que velocidade, é também uma nova gama de possibilidades.

Velocidade! Mais velocidade!

Uma conexão USB 2.0 comum, permite a transmissão de dados em velocidades de até 480 Mbps, o que equivale ao envio de até 60 MB em um segundo. O padrão mais recente desta conexão é muito mais veloz, podendo chegar a velocidades de até 5 Gbps (ou até 600 MB por segundo), mas trabalha um pouco abaixo disso.
Quando analisamos o Thunderbolt, vemos que este tipo de transmissão pode chegar aos 10 Gbps, equivalendo ao envio de quase 1.280 MB em apenas um segundo. Acha muito? Saiba que em breve este valor deve ser aumentado em 1 mil por cento, graças ao novo desejo da Intel: abandonar o cobre para colocar fibra ótica nos cabos e conectores.
Diferenças nos padrões
Fonte da imagem: reprodução/Apple
Estima-se que esta troca garantiria pelo menos 100 Gbps de velocidade ao Thunderbolt. Ou seja, por segundo poderia ser transferido um filme completo em resolução 1080p entre dois dispositivos. Com a atual configuração do padrão, o mesmo arquivo precisaria de cerca de 15 segundos para transmitir o mesmo arquivo.

Thunderbolt: um novo conector?

Engana-se quem pensa que para a chegada do Thunderbolt os engenheiros da Apple e da Intel tiveram de buscar um novo desenho de conexão. Para ampliar o poder de abrangência do formato, foi escolhido o mesmo desenho do já utilizado DisplayPort. Sabe qual a grande vantagem disso?
Além de não excluir do mercado todos os periféricos que já estava adaptados ao DisplayPort, a porta Thunderbolt torna-se mais versátil do que a grande maioria de formatos já utilizados. Podem ser enviados dados com altíssimas velocidades e também podem ser conectados monitores externos pela mesma porta.
DisplayPort de volta ao mercado
Fonte da imagem: divulgação/Apple
Isso sem falar na enorme quantidade de possibilidades que são garantidas com a utilização de adaptadores. Cabos Ethernet, FireWire, USB, HDMI, VGA e DVI (entre outros) podem ser ligados à entrada Thunderbolt por eles. Mesmo assim, os computadores não devem abandonar o USB (pelo menos o MacBook Pro chega às lojas com ambos).
Outra vantagem que o DisplayPort apresenta é relacionada às patentes. Diferentemente dos conectores HDMI e alguns outros, o DisplayPort é aberto, por isso qualquer empresa pode utilizá-lo para criar periféricos sem a necessidade de pagar royaltiespara a empresa detentora dos direitos da marca.

Entrada e saída

Você pode até dizer que o seu pendrive também funciona como entrada e saída de arquivos, mas irá concordar com o Baixaki quando parar para pensar que as velocidades de leitura e escrita de dados são bastante díspares. Isso acontece porque o padrão USB não possui a mesma banda de envio, que possui de recebimento das informações.
Entrada e saída de dados e vídeo
Fonte da imagem: reprodução/Intel
Diferente disso, o Thunderbolt traz conexões internas capazes de realizar as trocas com a mesma velocidade de saída e entrada. Isso garante a utilização do padrão para a transmissão de vídeos em alta definição para vários monitores ao mesmo tempo. Se o computador possuir altas capacidades de processamento, podem ser vários vídeos em vários monitores.

Protocolo duplo

É este o nome do recurso que permite a versatilidade dos conectores. Ao mesmo tempo, são reconhecidos os sinais da DisplayPort e dos dispositivos PCI Express. Os sinais chegam até o chip controlador Thunderbolt, que unifica as informações e repassa para o outro conector por meio dos cabos Thunderbolt.
Vale lembrar que o sinal PCI Express funciona como entrada e saída, aproveitando a capacidade dual-channel do Thunderbolt. Já DisplayPort é transmitido em via única, ou seja, o computador apenas envia sinal para monitores externos ou placas de captura, não sendo possível receber informações por ele.

Interconexão de dispositivos

Talvez este seja o melhor recurso de todos os já apresentados em relação ao Thunderbolt. Com a utilização de hubs, vários dispositivos podem ser ligados ao mesmo tempo, sendo que eles são conectados não apenas com o hub principal, mas também entre si. Ou seja, computadores, monitores, impressoras e qualquer outro eletrônico ligado via Thunderbolt pode se comunicar com outro ligado à mesma central.
Dispositivos interconectados
Fonte da imagem: divulgação/Apple
E nem sempre é necessário um destes hubs. Caso o computador ou outro aparelho possua mais de uma conexão Thunderbolt, este dispositivo torna-se também um retransmissor de dados. Desta maneira, qualquer eletrônico ligado pelo novo padrão passa a fazer parte de uma rede integrada de dispositivos Thunderbolt.
Como pode ser visto nos vídeos, isso permite que monitores fiquem conectados entre si, garantindo maiores expansões de imagem e melhorias na experiência da computação. Outra possibilidade que já foi mostrada liga servidores externos a monitores e notebooks, garantindo o streaming entre HD externo e computador em tempo real, com velocidade de 800 MB por segundo.

E se eu não gostar dos processadores Intel?

Muitos usuários perguntam se será possível utilizar dispositivos Thunderbolt em computadores que não utilizam processadores da Intel. Felizmente, a própria fabricante já se manifestou, informando que até os chips ou chipsets da empresa não serão necessários, apesar de serem de domínio da marca.

O que já temos no mercado?

Como toda nova tecnologia, deve demorar algum tempo até que seja possível encontrar várias possibilidades de eletrônicos que contem com os padrões Thunderbolt. Mesmo assim, algumas empresas já estão produzindo materiais com a conexão da Intel. E é preciso admitir, tudo o que foi apresentado até agora promete muita qualidade.

MacBook Pro

Como dissemos no início do artigo, a Apple foi vítima de muitos rumores envolvendo a tecnologia da Intel, que até há pouco se chamava Light Peak. E alguns rumores estavam certos, como é o caso do Macbook Pro, que surgiu no dia 24 de fevereiro com processadores Intel Core Sandy Bridge e também o novo Thunderbolt.
Novo MacBook Pro
Fonte da imagem: divulgação/Apple
Este notebook de alta potência da Apple é a primeira demonstração real do novo padrão e, provavelmente, será a única por alguns meses. Isso porque deve demorar alguns meses até que outras fabricantes de computadores também se adaptem ao modo de transmissão de altas velocidades.

Periféricos

Um dos primeiros periféricos anunciados para as conexões Thunderbolt é um sistema RAID da Promise, o Pegasus. São dois modelos diferentes de torres, podendo armazenar até seis HD de até 2 terabytes cada. Ou seja, com a versão mais robusta (R6), podem ser conectados 12 TB de informações aos computadores, tudo por meio das conexões Thunderbolt.
Mas para quem precisa de um pouco menos de potência, também existe a versão mais modesta, que possui apenas quatro baias. Também suportando até 2 terabytes, a capacidade máxima do Promise Pegasus R4 é de 8 terabytes. Ambos devem chegar ao mercado internacional ainda no primeiro semestre de 2011.
Pegasus R4 e R6
Outra marca que já prometeu alguns dispositivos Thunderbolt é a LaCie. Também especializada em armazenamento, a empresa estaria produzindo alguns de seus já conhecidos LaCie Little Big Disk com as novas conexões, para garantir muito mais velocidade na troca de informações entre os dispositivos conectados.
E de volta aos rumores, há informações de que a Nikon estaria produzindo algumas câmeras SLR com conectores Thunderbolt. A grande vantagem disso é que fotógrafos profissionais poderiam descarregar suas fotos com muito mais velocidade, diminuindo o intervalo entre sessões, por exemplo.
.....
Para quem estava esperando um sistema com fibra ótica, o Thunderbolt pode ser um pouco decepcionante, mas é preciso admitir que para um primeiro passo, não há como reclamar dos recursos oferecidos pelo novo padrão. O dobro das velocidades atuais, protocolos duplos e garantia de ótimas transmissões são apenas o começo desta história.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

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Mito ou verdade: manter o gabinete aberto é bom ou prejudica o PC?

Descubra quais as vantagens e desvantagens de deixar o gabinete de seu computador aberto o tempo todo.

O mito ou verdade de hoje foi escrito para responder uma pergunta em especial para qual a resposta pode vir a ser do interesse de muitos usuários: deixar ou não a tampa lateral do gabinete aberta?

Pois bem, primeiramente: por que deixar um computador aberto? Então, essa tática é usada por muitos usuários quando o seu computador começa a ficar superaquecido, logo, quando começa a dar problemas. O superaquecimento pode ser devido a fatores como: excesso de pó nos componentes internos do gabinete, overclock, e ainda, uma má circulação de ar dentro do gabinete (de forma que o ar quente fica preso dentro dele ao invés de ser expelido).
Por causa desse problema, muitos usuários apelam para o método de abrir o gabinete, enquanto outros mais exagerados, além de fazer isso, colocam um ventilador ao lado do computador aberto! Bom, tal técnica até funciona, mas há um porém: enquanto a temperatura de seu computador diminui, a sujeira acumulada dentro dele aumenta, fazendo com que limpezas, antes casuais, passem a ser frequentes (caso o usuário não queira “destruir” seu computador).

A alternativa para não ter que abrir o computador é fazer com que a ventilação dentro dele seja efetiva, ou seja, o ar quente sai e o ar frio entra. Para isso, saber posicionar os coolers (ventoinhas) de maneira correta é essencial. Para obter dicas sobre como organizar o interior de seu PC para um melhor fluxo de ar, entre outras coisas, você pode contar com os seguintes artigos: "Processador em chamas!", "Mantenha a temperatura do seu PC sob controle" e "Como prolongar a vida útil do computador".
Caso você não disponha de dinheiro para fazer um sistema de ventilação eficaz, a solução será abrir o gabinete. No entanto, esteja alerta com os seguintes itens: crianças, parentes, animais, sujeira e umidade, ou seja, evite que os outros mexam em seu computador sem saber o que estão fazendo (para que ninguém se machuque ou estrague nada) e mantenha-o sempre limpo.

A combinação “poeira+umidade” pode ser extremamente perigosa, pois a umidade poderá fazer com que a poeira fique “impregnada” em seu computador. Então, se você realmente quiser deixar o seu PC aberto, trate de mantê-lo sempre, sempre mesmo, limpo e evite que curiosos brinquem com ele. Todavia, caso você não saiba como limpar o seu PC por dentro e quer deixar seu gabinete sempre aberto, dê uma conferida no artigo “Como limpar inteiramente um computador sem ter medo” e seja feliz!

Mas e você, já tentou abrir o seu gabinete? Concorda com o que foi dito aqui? Por quê?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

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Glossário do Mal: conheça os diferentes tipos de ataque ao computador

Snooping, Adware, Denial of Service... O que é isso? Saiba o que significam os termos mais utilizados por hackers e crackers de todo o mundo.

O sucesso do site WikiLeaks reacendeu algumas discussões acerca de um tipo de usuário muito controverso no mundo da tecnologia: os hackers. Amados por muitos, odiados por outros tantos, eles podem ser considerados os heróis da resistência tecnológica, mas há quem diga que são apenas usuários mal-intencionados e loucos para encontrar portas abertas para invasões.

Estes últimos são também conhecidos como crackers e são responsáveis por boa parte da má fama da classe. Mas estes termos (hacker e cracker) são apenas a ponta do iceberg gigantesco que é o universo dos invasores.

Acompanhe agora o glossário que o Baixaki preparou para explicar cada termo designado para os ataques e técnicas realizados por usuários deste gênero. Também não podemos nos esquecer de muitos outros termos relacionados aos aplicativos e arquivos que são apenas um peso para os computadores, aqueles que nem deveriam ter sido lançados, mas incomodam a vida de todos.

Está preparado para conhecer os termos?

A

Adware: este tipo de arquivo malicioso nem sempre é baixado por acidente para o seu computador. Alguns programas carregados de propagandas que só as eliminam após a aquisição de uma licença também são considerados adwares. Em suma, um adware é um aplicativo que baixa ou exibe, sem exigir autorização, anúncios na tela do computador.

Application-Layer Attack: os “ataques na camada de aplicação” podem ser feitos tanto em servidores remotos quanto em servidores de rede interna. São ataques nas comunicações dos aplicativos, o que pode gerar permissões de acesso aos crackers em computadores infectados. Aplicativos que utilizam base de dados online (como Adobe Reader) também podem ser atingidos.

Informações secretas não são tão secretas

B

Backdoor: traduzindo literalmente, “porta dos fundos”. São falhas de segurança no sistema operacional ou em aplicativos, que permitem que usuários acessem as informações dos computadores sem que sejam detectados por firewalls ou antivírus. Muitos crackers aproveitam-se destas falhas para instalar vírus ou aplicativos de controle sobre máquinas remotas.

Black Hat: o mesmo que “Cracker”. São os usuários que utilizam os conhecimentos de programação para causar danos em computadores alheios.

Bloatware: os “softwares bolha” não são considerados aplicativos de invasão. Na verdade, são programas que causam perda de espaço livre nos computadores por serem muito maiores do que deveriam ser. Ou possuem muitas funções, mas poucas que são realmente funcionais. Alguns dos softwares considerados Bloatwares são iTunes, Windows Vista e Nero.

Bluebugging: é o tipo de invasão que ocorre por meio de falhas de segurança em dispositivos Bluetooth. Com equipamentos de captura de sinal Bluetooth e aplicativos de modificação sem autorização, crackers podem roubar dados e senhas de aparelhos celulares ou notebooks que possuam a tecnologia habilitada.

Infelizmente há muito lixo por aí

Botnet: são computadores “zumbis”. Em suma, são computadores invadidos por um determinado cracker, que os transforma em um replicador de informações. Dessa forma torna-se mais difícil o rastreamento de computadores que geram spams e aumentam o alcance das mensagens propagadas ilegalmente.

C

Crapware: sabe quando você compra um computador pré-montado e ele chega à sua casa com algumas dúzias de aplicativos que você não faz ideia da funcionalidade? Eles são chamados de crapware (em português: software porcaria) e são considerados um “bônus” pelas fabricantes, mas para os usuários são poucos os aplicativos interessantes.

Compromised-Key Attack: são ataques realizados para determinadas chaves de registro do sistema operacional. Quando o cracker consegue ter acesso às chaves escolhidas, pode gerar logs com a decodificação de senhas criptografadas e invadir contas e serviços cadastrados.

Como se proteger?

D

Data Modification: alteração de dados. O invasor pode decodificar os pacotes capturados e modificar as informações contidas neles antes de permitir que cheguem até o destinatário pré-definido.

Denial of Service (DoS): “Ataque de negação de serviços” é uma forma de ataque que pretende impedir o acesso dos usuários a determinados serviços. Alvos mais frequentes são servidores web, pois os crackers visam deixar páginas indisponíveis. As consequências mais comuns neste caso são: consumo excessivo de recursos e falhas na comunicação entre sistema e usuário.

Distributed Denial of Service (DDoS): o mesmo que DoS, mas realizado a partir de vários computadores. É um DoS distribuído.

DNS poisoning: “envenenamento do DSN” pode gerar alguns problemas graves para os usuários infectados. Quando ataques deste tipo ocorrem, os usuários atingidos conseguem navegar normalmente pela internet, mas seus dados são todos enviados para um computador invasor que fica como intermediário.

Derrubar servidores é divertido para eles

“Drive by Java”: aplicativos maliciosos “Drive-by-download” são arquivos danosos que invadem os computadores quando os usuários clicam sobre alguns anúncios ou acessam sites que direcionam downloads sem autorização. O “Drive-by-Java” funciona da mesma maneira, mas em vez de ser por downloads, ocorre devido à contaminação de aplicativos Java.

H

Hacker: são usuários mais curiosos do que a maioria. Eles utilizam essa curiosidade para buscar brechas e falhas de segurança em sistemas já criados. Com esse processo, conseguem muito aprendizado e desenvolvem capacidades de programação bastante empíricas. Quando utilizam estes conhecimentos para causar danos passam a ser chamados de crackers.

I

ICMP Attack: ataques gerados nos protocolos de controle de mensagens de erro na internet. Um computador com o IP alterado para o endereço de outro usuário pode enviar centenas ou milhares de mensagens de erro para servidores remotos, que irão enviar respostas para o endereço com a mesma intensidade. Isso pode causar travamentos e quedas de conexão no computador vitimado.

Proteja seus dados

ICMP Tunneling: podem ser criados túneis de verificação em computadores invadidos, por meio da emissão de mensagens de erro e sobrecarga da conexão. Com isso, arquivos maliciosos podem passar sem interceptações de firewalls do computador invadido, passando por esses “túneis” de maneira invisível.

IP Spoofing: é uma técnica utilizada por crackers para mascarar o IP do computador. Utilizando endereços falsos, os crackers podem atacar servidores ou computadores domésticos sem medo de serem rastreados, pois o endereço que é enviado para os destinatários é falso.

K

Keylogging: é uma prática muito utilizada por ladrões de contas bancárias. Aplicativos ocultos instalados no computador invadido geram relatórios completos de tudo o que é digitado na máquina. Assim, podem ser capturados senhas e nomes de acesso de contas de email, serviços online e até mesmo Internet Banking.

Teclas rastreadas

L

Lammer: é o termo utilizado por hackers mais experientes para depreciar crackers inexperientes que utilizam o trabalho de outros para realizar suas invasões. Não se limitam a invadir sites, quando o fazem modificam toda a estrutura e até assinam as “obras” em busca de fama na comunidade.

Logic Bomb: este termo pode ser empregado em dois casos. O primeiro refere-se a programas que expiram após alguma data e então deixam de apresentar algumas de suas funcionalidades. O segundo, mais grave, é utilizado em casos de empresas que utilizam aplicativos de terceiros e quando os contratos são rompidos, estes softwares ativam funções danosas nos computadores em que estavam instalados.

M

Malware: qualquer aplicativo que acessa informações do sistema ou de documentos alocados no disco rígido, sem a autorização do administrador ou usuário, é considerado um malware. Isso inclui vírus, trojans, worms, rootkits e vários outros arquivos maliciosos.

Man-in-the-Middle-Atack: este tipo de ataque ocorre quando um computador intercepta conexões de dois outros. Cliente e servidor trocam informações com o invasor, que se esconde com as máscaras de ambos. Em termos mais simples: pode ser um interceptador de uma conversa de MSN, que passa a falar com os dois usuários como se fosse o outro.

P

Password-based Attacks: é o tipo de ataque gerado por programas criados no intuito de tentar senhas repetidas vezes em curtos intervalos de tempo. Criando instabilidades na verificação do logon referido, podem ser geradas duplicatas de senhas ou logons válidos.

Bombas relógio nos computadores

Ping of Death: um invasor realiza constantes Pings na máquina invadida para causar travamentos na banda e até mesmo para travar o computador. É um tipo de ataque Denial of Service.

Phishing: mensagens de email enviadas por spammers são criadas com interfaces e nomes que fazem referência a empresas famosas e conhecidas, como bancos. Nestas mensagens são colocados links disfarçados, que dizem ser prêmios ou informações sobre a empresa em questão, mas na verdade são arquivos maliciosos.

Phreaker: os hackers de telefonia. São responsáveis pelo roubo de sinal de outros aparelhos e também por desbloquear aparelhos famosos, como é o caso dos especializados em desbloqueio do iPhone.

Pod Slurping: é o nome atribuído às práticas de roubo de informações por meio de dispositivos portáteis pré-configurados para a atividade. Podem ser utilizados pendrives, iPods e muitos outros aparelhos de armazenamento portátil. Há ataques diretos desta maneira e também ataques que apenas abrem portas dos computadores para invasões.

Port Scanning: atividade realizada por Port scanners. É a varredura de servidores em busca de portas vulneráveis para a invasão posterior.

Eles estão em todos os lugares

R

Repudiation Attacks: quando aplicativos ou sistemas não são criados com os comandos corretos de rastreamento de logs, crackers podem utilizar isso para remodelar os envios de comandos. Assim, podem ser modificados os dados de endereçamento das informações, que são enviadas diretamente para servidores maliciosos.

Rootkit: tipo de malware que se esconde nas bases do sistema operacional, em localidades que não podem ser encontradas por antivírus comuns. São utilizados para interceptar solicitações do sistema operacional e alterar os resultados.

S

Scareware: malwares que são acessados pelos usuários mais desavisados, pois ficam escondidos sobre banners maliciosos. Podem ser percebidos em páginas da web que mostram informações do tipo: “Você está infectado, clique aqui para limpar sua máquina”.

Session hijacking: roubo de sessão. Ocorre quando um usuário malicioso intercepta cookies com dados do início da sessão da vítima em algum serviço online. Assim, o cracker consegue acessar a página do serviço como se fosse a vítima e realizar todos os roubos de informações e modificações que desejar.

Scanners: são softwares que varrem computadores e sites em busca de vulnerabilidades.

Script Kiddy: o mesmo que Lammer.

Todo cuidado é necessário

Server Spoofing: o mesmo que IP Spoofing, mas direcionado a servidores VPN.

Sidejacking: prática relacionada ao Session hijacking, mas geralmente com o invasor e a vítima em uma mesma rede. Muito frequentes os ataques deste tipo em hotspots Wi-Fi sem segurança habilitada.

Shovelware: é o tipo de aplicativo que se destaca mais pela quantidade de funcionalidades do que pela qualidade das mesmas. Muitos conversores multimídia fazem parte deste conceito de shovelware.

SMiShing: similar a phishing, mas destinado a celulares (SMS).

Smurf: o mesmo que ICMP Attack.

Sniffer Attack: tipo de ataque realizado por softwares que capturam pacotes de informações trocados em uma rede. Se os dados não forem criptografados, os ofensores podem ter acesso às conversas e outros logs registrados no computador atacado.

Firewalls para evitar problemas

Snooping: invasões sem fins lucrativos, apenas para “bisbilhotar” as informações alheias.

Social Engineering (Engenharia Social): é o ato de manipular pessoas para conseguir informações confidenciais sobre brechas de segurança ou mesmo sobre senhas de acesso a dados importantes.

Spam: mensagens enviadas em massa para listas conseguidas de maneira ilegal. Geralmente carregam propagandas sobre pirataria de medicamentos. Também podem conter atalhos para páginas maliciosas que roubam listas de contatos e aumentam o poder de ataque dos spammers.

Spoof: mascarar informações para evitar rastreamento.

Spyware: são aplicativos (malwares) instalados sem o consentimento dos usuários. Eles são utilizados para capturar informações de utilização e navegação, enviando os logs para os invasores. Keyloggers fazem parte desta denominação.

Não há portas impossíveis de abrir

T

TCP Syn / TCP ACk Attack: ataques realizados nas comunicações entre servidor e cliente. Sendo enviadas mais requisições do que as máquinas podem aguentar, a vítima é derrubada dos servidores e perde a conexão estabelecida. Podem ocorrer travamentos dos computadores atingidos.

TCP Sequence Number Attack: tentativas de previsão da sequência numérica utilizada para identificar os pacotes de dados enviados e recebidos em uma conexão. Quando é terminada com sucesso, pode emular um servidor falso para receber todas as informações do computador invadido.

TCP Hijacking: roubo de sessão TCP entre duas máquinas para interferir e capturar as informações trocadas entre elas.

Teardrop: uma forma de ataque Denial of Service. Usuários ofensores utilizam IPs inválidos para criar fragmentos e sobrecarregar os computadores vitimados. Computadores mais antigos podiam travar facilmente com estes ataques.

Trojan: tipo de malware que é baixado pelo usuário sem que ele saiba. São geralmente aplicativos simples que escondem funcionalidades maliciosas e alteram o sistema para permitir ataques posteriores.

Lacrar o computador é impossível

V

Vírus: assim como os vírus da biologia, os vírus de computador não podem agir sozinhos. Anexam-se a outros arquivos para que possam ser disseminados e infectar mais computadores. São códigos que forçam a duplicação automática para aumentar o poder de ataque e, assim, criar mais estrago.

W

White Hat: hackers éticos.

Worm: funcionam de maneira similar aos vírus, mas não precisam de outros arquivos hospedeiros para serem duplicados. São arquivos maliciosos que podem replicar-se automaticamente e criar brechas nos computadores invadidos. Disseminam-se por meio de redes sem segurança.


Assim termina o glossário de termos que são considerados maliciosos. 

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