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quinta-feira, 19 de julho de 2012

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Ultrabook LG Z330 — Review


Notebook superfino dá boot em menos de dez segundos. Vale o investimento?



Ultrabooks são notebooks superfinos que seguem algumas especificações da Intel em termos de espessura, peso, componentes internos e desempenho (falamos sobre isso num episódio do podcast). Entre as opções no mercado tem o LG Z330, um notebook/ultrabook que apareceu aqui na época de seu lançamento por dar o boot no Windows 7 em menos de dez segundos. Agora, depois de passar duas semanas com uma unidade para testes, posso compartilhar alguns pensamentos sobre o produto.
Antes de começar, preciso dizer que os reviews que escrevo neste Tecnoblog são focados na minha experiência de uso do produto. Um sujeito normal, que trabalha num veículo de mídia, contando o que deu certo e o que falhou ao usar o produto. Não temos um laboratório para este fim e esse sequer é o nosso objetivo. Este artigo é o início de uma conversa sobre os predicados do LG Z330, não o guia definitivo para quem quer saber se deve comprá-lo ou não.

Design e pegada

O Z330 (modelo 7426)) não foge àquilo que a Intel estabeleceu como padrão dos ultrabooks. Tenho a impressão, inclusive, de que não dá para fugir muito da combinação de carcaça metálica e o visor de 11” ou 15” polegadas para chegar naquele resultado esperado. Temos, portanto, o corpo feito em alumínio com uma textura muito própria: são vários riscos ao longo do notebook. A tampa passa também por texturização, mas dessa vez em círculos que acompanham a marca elíptica da LG. Na faceta do visor utiliza-se plástico escuro, que pela sua discrição dá mais destaque para a tela de 13 polegadas.Nas laterais do notebook há: a entrada para carregador, uma porta USB 3.0 (energizada), porta para adaptador de rede Ethernet (o acessório vai junto com o kit) e uma comprida, porém estreita, entrada/saída de ar à esquerda; saída HDMI, 1 porta USB 2.0 (não energizada), saída de áudio no padrão de 3,5 mm e o slot para microSD à direita. A parte de baixo do aparelho traz diversos cortes para ventilação e os selos da LG, da Anatel e da licença OEM do Windows 7 Home Premium.





É um aparelho muito bonito. Algumas pessoas certamente vão associá-lo aos MacBooks que a Apple vende faz alguns anos, com corpo único de alumínio. Essa é a fórmula, por assim dizer, mais comum dos ultrabooks hoje em dia. Se a Apple e a Intel foram as precursoras dessas especificações, pode-se dizer que a LG segue bem a cartilha notadamente pública do gigante dos semicondutores. Deixo para o leitor decidir se é cópia ou não dos citados MacBooks.
Como nessa vida bandida nós perambulamos de um lado para o outro com o notebook, devo acrescentar que o Z330 é muito leve. Mas essa comparação eu faço com os notebooks convencionais. A gente sabe que os ultrabooks devem ser mais leves mesmo. Dá 1,21 kg. Suas costas agradecem.



Eu gostei bastante do teclado do Z330 porque não é preciso “socar” as teclas para que a entrada de dados aconteça. Funciona naturalmente, para alegria de quem porventura passa o dia inteiro no computador digitando coisas. Deve ser bom até mesmo para evitar a terrível LER (Lesão por Esforço Repetitivo). As letras impressas sobre as teclas pretas são brancas ou laranjas para funções especiais. A fonte escolhida pela LG facilita na localização das teclas: é grande e nítida. Não sei se interessa a alguém o comentário a seguir: reparei que no teclado do Z330 as teclas aparecem em caixa alta (ou Caps Lock). Diferentemente do que a HP faz com o Folio 13, em que as letras e rótulos aparecem em minúsculas.



Fez-me falta aquela iluminação de teclado presente em outros notebooks (alguns da Sony, por exemplo). Quando escurece a máquina automaticamente detecta que há menos luminosidade e acende a iluminação das teclas. Ajuda bastante na localização das teclas. Com o Z330 não é assim. Sendo um teclado escuro, corre-se o risco do usuário catar milho por um tempo até se acostumar com o novo teclado. Bem que a LG podia adotar o teclado iluminado em próximos lançamentos de notebooks/ultrabooks.

Trackpad

Parece que os criadores desse produto tinham que errar em alguma coisa, nem que fosse de propósito. Como eu disse, o teclado é excelente: suave no pressionar das teclas e amplo. O trackpad, por sua vez, está entre os piores com que tive contato na minha vida.



Para início de conversa, ele segue a texturização da carcaça — com espécies de chanfros na horizontal percorrendo a área de toque. Desse jeito só aumento o atrito entre o dedo e o sensor. Por exemplo, arrastar e soltar é terrível porque o dedo fica “travando” no trackpad. Aquele toque no próprio trackpad que alguns notebooks fornecem também não funciona com a taxa de acerto que eu esperava.
Para completar, os botões são ruins. Tenho a impressão de que a fabricante empregou um grande sensor de toque (em termos de hardware) e depois configurou o que seria a área do botão da direita, do botão da esquerda e a área de toque. Há uma divisória em alto-relevo para separar estas três áreas. Entretanto, os botões deixam a desejar porque o toque muitas vezes tem que ser repetido com mais força. Há uma texturização nos botões que não faz diferença porque o usuário não costuma deslizar o dedo ali.

Software instalado

O Z330 vem com Windows 7 Home Premium instalado de fábrica. Mesmo com o Windows 8 batendo à porta, quem comprar o notebook hoje terá de usar um sistema que está com os dias contados. A LG adiciona alguns aplicativos no aparelho por conta própria. Poucos são os que merecem destaque; o restante faz parte da categoria de crapware.



Dou destaque para uma central de opções que, quando instalada, adiciona um botão flutuante na tela. Clicar ali faz com que, numa animação bonitinha, mas ordinária, surjam algumas opções interessante para acesso rápido do usuário: conectar a um projetor, configurações de energia, lupa, acesso ao Windows Mobility Center e ajustes de Wi-Fi ou Bluetooth, entre outros. São opções que não fazem diferença para o geek que entende de informática (ele sabe onde encontrá-las), mas pode ser de grande valia para consumidores “normais” de computador. São funções comuns a um clique de distância. Só dispensaria mesmo o botão flutuante (não sei dizer se existem configurações para esconder o tal botão).



Para agrupar fotos, vídeos e músicas tem o Media FUNtasia, outro aplicativo exclusivo da LG que escaneia os diretórios suspeitos em busca de conteúdo que interesse o usuário. Fiquei particularmente satisfeito com a função de busca de fotos. Bem melhor do que ficar procurando aquela imagem do ano passado num dia que você sequer lembra qual foi. É um aplicativo simples que talvez esteja disponível para download na internet. Deve agradar uma parcela do público.
Não tem nada de produtividade no Z330 por padrão. Ele vem com o Office, mas na verdade são links que levam para a página de compra da suíte de produtividade. Além disso, traz o Windows Live Mail. Só.

Usando e abusando

Excelente processador, memória RAM de 4 GB de um SSD de respeito. Claro que a performance do Z330 impressiona o usuário que sai de um notebook tradicional (mais pesado e com HD) para fazer testes. Esse ultrabook tem o que há de melhor em termos de hardware, pelo que pude ver. No meu uso cotidiano (lembra que esse review relata a minha experiência?) não teve travamentos, telas azuis nem nada do tipo para as tarefas de editar texto no Word, usar os navegador Chrome e Firefox ou tratar com rapidez imagens no Photoshop. A máquina responde rapidamente mesmo quando há 13 abas abertas no navegador. Era o que eu esperava e o notebook cumpre muito bem.
O famoso boot do qual falei na primeira apresentação do Z330 para o mercado brasileiro se confirmou no uso cotidiano. O SSD tem participação importante nessa rapidez toda, então talvez o mérito seja mais da Intel ao criar as especificações dos ultrabooks. De qualquer forma, é verdade: o boot é rápido. O retorno da hibernação ou do modo de suspensão também acontece com grande velocidade. São sempre dois ou três segundos para ter o dispositivo ligado e funcionando na sua frente.
Abaixo eu reproduzo alguns testes de benchmark. Esse não é o nosso objetivo principal ao escrever um review, mas pode servir de comparativo para os leitores que se ligam mais nesse tipo de informação. Repare que não foram todos que rodaram direitinho.

Desempenho da bateria

Não cheguei a perguntar quantas horas de bateria a LG promete para o ultrabook Z330. Trabalhando num dia normal durou pouco mais de 4 horas e 30 minutos numa máquina com o plano de energia do Windows marcado em “equilibrado”, conexão via Wi-Fi, Bluetooth desligado e brilho de tela em 70%. Já citei mais acima quais são os aplicativos que costumo usar e as tarefas que costumo cumprir ao longo do dia. Não é uma eternidade, sem sombra de dúvida, mas representa metade das oito horas de trabalho que a maioria de nós deveria seguir.

Restauração sem Wi-Fi

Quando recebemos um produto para teste normalmente nós restauramos para as definições de fábrica. A gente entende que essa é a forma correta de testar, pois, assim, utilizamos aquilo que o cara na loja vai usar também se comprar o aparelho. Dito isso, reparei que o assistente de restauração volta para as definições originais e desativa o Wi-Fi. Eu não sei por que isso acontece. Quando restaurado, o Z330 simplesmente não exibe mais a placa de rede sem fio no Gerenciador de Dispositivos. Questionei a fabricante sobre esse curioso aspecto do aparelho e publicarei a resposta aqui assim que ela chegar.

Veredito


Os ultrabooks são uma classe de produtos na qual não dá para inovar muito. Foram pensados para serem topo de linha e traçarem tendências a serem seguidas no restante da indústria. A LG sabe disso e segue com o Z330 aquilo que a Intel demanda. Temos um produto bonito, leve, com bom desempenho e hardware aparentemente de qualidade. Essa brincadeira tem um preço: R$ 4.099,00. Eu lhe asseguro que entrega tudo aquilo que promete. No entanto, em termos de preço, só você pode dizer qual é o seu limite. Há notebooks mais simples e mais baratos que servem para cumprir as minhas tarefas com tranquilidade. Esse aparelho vai além por ser um topo de linha.
É importante dizer que Z330 utiliza Core i7 de segunda geração. Alguns ultrabooks já com a terceira geração de processadores (a Ivy Bridge) estão chegando ao mercado. Outro fator contra o produto: é uma GPU integrada Intel HD Graphics 3000.

Especificações técnicas — LG Z330


  • Processador: Intel Core i7 de segunda geração / 1,70 GHz a 2,80 GHz
  • Memória RAM: 4 GB DDR3
  • Chipset: Intel HM65
  • GPU: Intel HD Graphics 3000
  • Visor: 13,3 polegadas / 1366×768 pixels / LED
  • Armazenamento: SSD de 256 GB SATA3
  • Portas:: 1 USB 3.0, 1 USB 2.0, Mini-RJ45, áudio de 3,5 mm e HDMI
  • Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth, WiDi e Ethernet (com adaptador)
  • Webcam: 1,3 megapixels com microfone embutido
  • Bateria: 3 células
  • Peso: 1,21 kg
  • Dimensões: 31,5 x 1,4 x 21,4 cm

Postado por Anderson Silva




































terça-feira, 19 de junho de 2012

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O que é computação nas nuvens (cloud computing)?

O que é cloud computing? A grande tendência do momento é este termo “computação nas nuvens” ou “cloud computing” (em inglês). Este termo surgiu pelo fato de a computação estar mudando de rumo, hoje você não vê mais como antigamente aquela vontade imensa de comprar


Como sabemos, a grande tendência do momento é a “computação na nuvem” , originada do termo em inglês,  “cloud computing”.  Este termo surgiu em virtude da nova situação do homem moderno, antigamente era necessário um super e grande computador para desenvolver do trabalho mais fácil, ao mais complexo, hoje, o que as pessoas estão realmente em busca é de mobilidade, portabilidade e isso, com a chegada de vários aparelhos, como smartphones, tablets e netbooks, já é possível. A computação na nuvem veio para ficar, oferece comodidade aos seus usuários, como também praticidade e independência de um aparelho visto como “grande”.

Veja também:

Deste modo, os super computadores serão usados somente por aqueles que realmente os precisam, o que não é o caso da maioria das pessoas. O mundo está informatizado e conectado, a atenção está voltada ao que há de mais prático e veloz. Com a computação em nuvem, tudo isso é possível: versatilidade, segurança, rapidez, disponibilidade e muito mais. Os usuários têm a possibilidade de acessar os seus arquivos pessoais de qualquer lugar e também com qualquer instrumento que tenha internet, não é mais necessário arquivar fotos, músicas, documentos e até ferramentas em objetos físicos, como CDs, pendrives, entre outros; agora, tudo acontece em tempo real, é só acessar e pronto, seus mais variados arquivos estão salvos “na nuvem”.

O preço dos computadores foi influenciado?

Os computadores estão de fato mais baratos, muito se deve ao fato da computação nas nuvens, computadores desktop hoje estão custando em torno de R$ 780,00 reais a R$ 2500,00 reais, preço que nem se cogitava quando esta matéria foi primeiramente publicada. Os computadores portáteis também tiveram uma queda considerável no preço com o passar do tempo. Os smartphones também tem influência. Se você pensar em núvem, seus arquivos podem ser acessados no seu desktop, seu notebook, seu computador no trabalho e inclusive em seu celular, a interconectividade dos aparelhos se dá muito por poder manter seus arquivos em um único local.
A queda dos preços não foi somente influenciada pela computação nas nuvens, a tendência do mercado é cada vez mais baixarem os preços, pois há muita produção nas fábricas de aparelhos.

Os sistemas operacionais

Com esta nova tendência no mundo tecnológico, quem ganhará força será o sistema operacional LINUX, pois com a pouca necessidade de recursos, a maior sendo um browser, fará com que grandes empresas como Microsoft comecem a ter preocupações quanto a seu futuro. Há grande necessidade de se estar conectado fará com que softwares como sistemas operacionais e outros tendam a migrar para a internet, tornando o “desktop” de sua máquina online, e assim os sistemas que estarão rodando nas máquinas sejam apenas para suportar seu browser. 
Para tanto, como já vimos, outros sistemas operacionais surgiram com a chegada dos tablets e smartphones, como o Android, do Google, e o Windows Phone, da Microsoft.
Com esta nova tendência no mundo tecnológico, quem ganhará força será o sistema operacional LINUX, pois com a pouca necessidade de recursos, a maior sendo um browser, fará com que grandes empresas como Microsoft comecem a ter preocupações quanto a seu futuro. Há grande necessidade de se estar conectado fará com que softwares como sistemas operacionais e outros tendam a migrar para a internet, tornando o “desktop” de sua máquina online, e assim os sistemas que estarão rodando nas máquinas sejam apenas para suportar seu browser. 
Para tanto, como já vimos, outros sistemas operacionais surgiram com a chegada dos tablets e smartphones, como o Android do Google, o iOS da Apple, e o Windows Phone da Microsoft.

Quem já está na frente?

Atualmente, fica difícil identificar a companhia que está na frente, como sabemos, a cada dia surgem diferentes ferramentas e a implantação de novos artifícios para facilitar a vida dos usuários, para tanto, como destaque no meio não podemos deixar de citar o Google, a Microsoft, IBW e a Amazon, que foram as pioneiras no ramo.

As vantagens do modelo de cloud?

Todas estas tecnologias que vêm emergindo e amadurecendo foram empacotadas no conceito que levou o nome de cloud computing. “Em alguns anos não vamos chamar isso de cloud computing. Não terá nome. Será simplesmente computação”, defende Luis Sena, gerente de marketing de serviços da HP Brasil.
A rede de varejo Amazon.com foi uma das pioneiras em entender e aplicar isto a seu favor. Para suportar a demanda das datas de pico em vendas - como o Natal - a loja online teve que investir em um poderoso parque de hardware. No entanto, fora das datas críticas, grande parte dos recursos ficava ociosa. Desde 2002, a companhia vem experimentando com o “aluguel” desta capacidade. Em 2006, a empresa lançou dois serviços abertos ao público que a colocaram à frente na corrida do cloud computing: o Simple Storage Solution (S3), que permite ao usuário comprar espaço para armazenar arquivos online; e o Elastic Compute Cloud (EC2), que permite utilizar máquinas virtuais completas. Os serviços não são apenas uma saída para o problema da Amazon, mas também uma oportunidade para as empresas começarem um negócio sem ter de investir na compra de equipamentos e com a flexibilidade de aumentar os recursos conforme for necessário. Este exemplo revela outra vantagem do cloud computing: a flexibilidade. Se você precisa de mais processamento, você pode fazer um upgrade imediato de capacidade, sem precisar trocar componentes ou até equipamentos inteiros para isto. O mesmo vale para armazenamento ou até mesmo upgrades de software.

Tipologia do cloud computing?

Atualmente, a computação em nuvem é dividida em seis tipos:
  • IaaS - Infrastructure as a Service ou Infra-estrutura como Serviço: quando se utiliza uma porcentagem de um servidor, geralmente com configuração que se adeque à sua necessidade.
  • PaaS - Plataform as a Service ou Plataforma como Serviço: utilizando-se apenas uma plataforma como um banco de dados, um web-service, etc. (p.ex.: Windows Azure).
  • DaaS - Development as a Service ou Desenvolvimento como Serviço: as ferramentas de desenvolvimento tomam forma no cloud computing como ferramentas compartilhadas, ferramentas de desenvolvimento web-based e serviços baseados em mashup.
  • SaaS - Software as a Service ou Software como Serviço: uso de um software em regime de utilização web (p.ex.: Google Docs, Microsoft SharePoint Online).
  • CaaS - Communication as a Service ou Comunicação como Serviço: uso de uma solução de Comunicação Unificada hospedada em Data Center do provedor ou fabricante (p.ex.: Microsoft Lync).
  • EaaS - Everything as a Service ou Tudo como Serviço: quando se utiliza tudo, infraestrurura, plataformas, software, suporte, enfim, o que envolve T.I.C. (Tecnologia da Informação e Comunicação) como um Serviço.

Custo da internet

A tendência no mundo, como também no Brasil, é que o valor da internet seja mais baixo para o consumidor final. Aqui no Brasil ainda nos deparamos com locais que não contam com acesso à rede mundial de computadores, para tanto, nos lugares que há, o valor e as ofertas estão cada vez mais atrativas aos usuários. 
Vale lembrar que o Brasil está relativamente atrasado se comparado aos países de primeiro mundo em relação a internet. Nos países desenvolvidos a internet é mais veloz e mais barata que a nossa e ainda e praticamente todas as pessoas possuem acesso.

No Brasil

No Brasil, a tecnologia de computação em nuvem é muito recente, mas está se tornando madura muito rapidamente. Empresas de médio, pequeno e grande porte estão adotando a tecnologia gradativamente. O serviço começou a ser oferecido comercialmente em 2008 e em 2012 está ocorrendo uma grande adoção.
A empresa Katri foi a primeira a desenvolver a tecnologia no Brasil, em 2002, batizando-a IUGU. Aplicada inicialmente no site de busca de pessoas físicas e jurídicas Fonelista. Durante o período em que esteve no ar, de 2002 a 2008, os usuários do site puderam comprovar a grande diferença de velocidade nas pesquisas proporcionada pelo processamento paralelo.
Em 2009, a tecnologia evoluiu muito e sistemas funcionais desenvolvidos no início da década já passam de sua 3ª geração, incorporando funcionalidades e utilizando de tecnologias como "índices invertidos" (inverted index). A empresa Indústria Virtual lançou em 2009 a versão 2.0 do sistema WebCenter e está popularizando a utilização da computação em nuvem, trazendo ferramentas que facilitam a utilização desses novos recursos, tanto por empresas como por pessoas físicas. 
No ambiente acadêmico o Laboratório de Redes e Gerência da UFSC foi um dos pioneiros a desenvolver pesquisas em Computação em Nuvem publicando artigos sobre segurança, IDS (Intrusion Detection Systems) e SLA (Service Level Agreement) para computação em nuvem. Além de implantar e gerenciar uma nuvem privada e computação em nuvem verde.

Riscos do Cloud Computing

1) Menos proteção à privacidade sob os olhos da lei
Para obter as informações que você tiver armazenado nos servidores de terceiros na web, nos EUA eles só precisam de uma citação, o que é bem mais fácil de se conseguir. Este tipo de busca também pode ocorrer até mesmo sem o seu conhecimento.

2)Frágeis sistemas de segurança são fáceis de invadir
O governo ter acesso aos seus dados armazenados na nuvem provavelmente é uma preocupação muito menor do que um indivíduo qualquer ilegalmente ter este acesso. Em aplicativos colaborativos na web que são feitos para grupos as questões de segurança se relacionam com todos os envolvidos.

3) Travamento de dados e controle de terceiros
Quando você vive na nuvem, você está à mercê de uma empresa que pode tomar decisões sobre os seus dados e plataforma de maneiras nunca vistas antes na computação.

4) Indisponibilidade do servidor e congelamento de conta
Os servidores podem sair do ar, e quando você depende de um aplicativo na web para acessar algum arquivo ou e-mail. Tecnologias offline como o Google Gears, funcionalidades decentes de exportação e um bom sistema de backup podem aliviar esta questão em particular, mas nem todos os sistemas oferecem estes recursos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

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Por que não se deve utilizar dois ou mais antivírus?


Sabia que, se você instalar mais de um antivírus, o seu computador pode ficar mais desprotegido?


A liberdade e tudo o que a internet nos proporciona é incrível. Por meio dela, você se mantém informado, adquire mais cultura, baixa músicas e filmes, se diverte, conversa com os amigos e mantém contato com gente do mundo todo.
Porém, como não poderia deixar de ser, nem tudo são flores no mundo virtual. Existem também muitos riscos, com pessoas mal-intencionadas que utilizam as mais diversas ferramentas para invadir o seu computador e roubar informações importantes a seu respeito.
Por isso, é preciso buscar alternativas para combater essas ameaças contra o seu computador e as suas informações. E alguns dos programas mais eficientes para ajudá-lo nessa tarefa são os antivírus, trabalhadores incansáveis que protegem você e a sua máquina.
A segurança passada por esse tipo de programa é tão conhecida que algumas pessoas lançam mão de vários softwares em seu computador, utilizando antivírus de várias marcas diferentes ao mesmo tempo.
Contudo, isso pode ser um grande erro – e é capaz de tornar o seu computador ainda mais vulnerável. Então, fique atento e saiba por que você não deve utilizar dois ou mais antivírus ao mesmo tempo em seu PC.

É prejudicial ao desempenho do computador

Para que a sua máquina se mantenha sempre protegida, os antivírus geralmente iniciam o seu trabalho juntamente com o sistema. Alguns, inclusive, já começam a trabalhar antes mesmo que o SO tenha sido carregado.
Isso faz com que esse tipo de software precise de uma quantidade considerável de recursos para funcionar corretamente. Logo, se um antivírus já demanda uma boa parte da memória RAM e da capacidade de processamento disponíveis em seu PC, imagine dois, três, cinco programas do gênero funcionando ao mesmo tempo.

Um programa atrapalha o outro

Além de você multiplicar o gasto de recursos do seu computador, acredite, há uma razão ainda pior para que você não utilize vários antivírus ao mesmo tempo: a confusão entre um programa e outro pode fazer com que sua máquina fique desprotegida.

(Fonte da imagem: iStock)
Imagine a seguinte situação: você resolve contratar dois guarda-costas para protegê-lo em seus passeios. O problema é que os dois não se conhecem, de forma que nem um, nem outro, tem ideia de que há mais de um profissional trabalhando para você.
Assim, um belo dia você está andando tranquilamente pelo shopping quando um segurança percebe algum risco e parte para combatê-lo. O problema é que, na verdade, ele identificou o seu outro guarda-costas como uma ameaça.
E qual o resultado dessa batalha? Bem, a sua proteção ficaria bastante reduzida, uma vez que um segurança acabou anulando o outro – e os bandidos com certeza aproveitariam as oportunidades criadas por essa confusão.
É mais ou menos isso o que pode acontecer quando você tem dois ou mais antivírus. Como eles ficam em constante monitoramento, um pode perceber o outro como uma ameaça, identificando os famosos “falsos positivos”. Com isso, ambos os programas começarão a alertá-lo constantemente sobre riscos que, na verdade, não existem.
Já quando um vírus realmente for encontrado por algum dos programas, outro problema poderá surgir. Como o arquivo malicioso acaba sendo isolado pelos antivírus, provavelmente você não conseguirá removê-lo. Um impossibilita a ação do outro.

Deixe que o antivírus trabalhe da melhor forma possível (Fonte da imagem: iStock)
Além disso, você acabará criando exceções, fazendo com que a proteção diminua – e abrindo caminho para as mais diferentes ameaças. Por isso, o recomendado é: utilize somente um bom antivírus, aquele que você conhece e confia.
No mercado, há atualmente uma boa gama de opções de programas do gênero, muitos com grandes companhias responsáveis pelo seu desenvolvimento, como o Avira, o AVG, o Avast!, o Norton e o Kaspersky, além de muitos outros.

Algumas ferramentas podem trabalhar juntas

Se utilizar mais de um antivírus pode ser um verdadeiro tiro no pé, contar com outras ferramentas de proteção é algo muito bem-vindo. Como há uma grande variedade de ameaças, é necessário, em alguns casos, utilizar também opções que trabalhem de maneira mais específica.
Você pode lançar mão de programas que identificam spywares e adwares, como o SpyBot, por exemplo. Além disso, é importante também ter sempre um bom Firewall trabalhando em sua máquina. Eles não permitem que conexões estranhas tenham acesso aos dados do seu computador, impedindo que alguém roube os seus dados.

Postagem tirado do site Tecmundo e postado por Anderson Silva

sexta-feira, 25 de maio de 2012

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Como evitar que alguém se passe por você na internet

Confira as ações que você pode tomar caso algum falsário esteja usando o seu nome e denegrindo sua imagem internet afora.

Imagine a situação: você está realizando suas atividades normais na internet quando emails suspeitos começam a aparecer na sua caixa de entrada, pedindo para que você pare de “fazer bagunça” em fóruns que você nunca entrou. Ao entrar no dito site, você percebe que o seu nome e as suas credenciais têm participado ativamente no fórum, enviando mensagens que você jamais escreveu.





(Fonte da imagem: iStock)


Infelizmente, muitas pessoas que já passaram por isso não precisam fazer muito esforço para visualizar a situação acima. Trata-se de um roubo de identidade, quando alguém se esconde atrás de um nome e até de um rosto que não é dele para “aprontar” no mundo virtual.


Se você já foi vítima de um desses falsários, continue acompanhando esta matéria do Tecmundo e descubra algumas maneiras de contornar a situação.

Identificando o problema


Primeiramente, é importante lembrar que um falsário não precisa roubar suas senhas de emails ou credenciais das redes sociais para conseguir se passar por você. Basta apenas que ele “assine” as mensagens usando o seu nome.


Geralmente, os falsários realizam o cadastro em sites e fóruns nos quais você não tem interesse, usando um apelido que já vem sendo usado por você em outros locais, além de cadastrar o seu email e até linkar o seu perfil das redes sociais em vez do dele próprio. Portanto, não é preciso se preocupar com a invasão das suas contas neste primeiro momento.




(Fonte da imagem: iStock)


Perceba também que existem situações em que tudo não passa de um grande engano, quando o nome do usuário cadastrado acabou ficando igual ao seu por mera coincidência. Se este for o caso, tente entrar em contato com a pessoa e explique a situação. É bem provável que ela entenda e faça algo para contornar o problema.


Mas se o indivíduo está usando dados que não poderiam ser confundidos, como seu email ou link para o seu perfil no Facebook, então se trata realmente de um falsário.

Levantando os possíveis motivos


Agora que você já sabe que está realmente lidando com alguém que está usando seu nome de propósito, chegou a hora de tomar algumas medidas. Existem duas razões principais para a pessoa estar fazendo isso. O mais provável é que seja alguém que pegou o seu nome por acaso apenas para esconder a verdadeira identidade, tendo a intenção de fazer algo que, geralmente, os sites participativos não aprovam.




(Fonte da imagem: iStock)


Já a segunda possível razão é um pouco mais séria, quando alguém próximo está realmente se esforçando para sujar a identidade que roubou de você. Em qualquer um dos casos, procurar as vias legais pode ser sim uma solução, já que falsidade ideológica é crime.


Porém, conseguir que a lei tome as providências pode acabar se tornando um problema ainda maior do que o sujeito que está usando o seu nome para postar mensagens inocentes em um fórum qualquer. Por isso, confira algumas medidas mais brandas e simples que podem instigar o falsário a parar de usar o seu nome.

Possíveis soluções

Pedir ajuda para o site em questão


Para começar, você pode entrar em contato com os próprios moderadores do site que o sujeito tem participado e explicar a situação. Você pode pedir para que eles desativem o usuário falso ou que, pelo menos, permitam que você tome controle da conta criada por ele usando o seu nome.


Infelizmente, muitos dos moderadores de sites pequenos ou grandes podem não se importar o bastante para agir em seu favor ou mesmo não ter pessoal suficiente para tratar cada caso específico. Ainda assim, vale a pena tentar.




(Fonte da imagem: iStock)


Já as redes realmente grandes, como Facebook, Google+ e Twitter, proíbem que seus usuários impersonifiquem outras pessoas. Sites desse porte podem até demorar para tomar alguma atitude, mas é quase certo que algo será feito. Apenas certifique-se de que você pode realmente provar que o falsário está usando a sua identidade no seu lugar.


A maior rede social do mundo, o Facebook, até conta com uma opção específica para denunciar alguém que está usando um perfil falso. Para isso, basta acessar a página da pessoa em questão, clicar na lista de opções e, em seguida, selecionar “Report and/or Block This person”. Boa parte das maiores redes sociais também possui opções semelhantes.

Enfrentar o problema diretamente


Outra solução que costuma trazer resultados mais imediatos é falar diretamente com a pessoa que está se passando por você. Caso você tenha tempo e paciência, cadastre-se no mesmo fórum em que o falsário está participando e mostre que você sabe dos atos dele.




(Fonte da imagem: iStock)


Na maioria dos casos, o sujeito pegou o seu nome ao acaso e deixará de se passar por você sem resistência para não se meter em maiores confusões. Outra medida é comentar nos posts que ele fez e mostrar ao público que aquela pessoa não é você. Uma dica é fazer o cadastro usando um nome que deixa isso bem claro, como “FulanoVerdadeiro”.


Escrever uma história sobre como, onde e quando o falsário está se passando por você pode dar ainda mais suporte na hora de provar a situação. Blogs pessoais ou simples posts no Facebook podem servir a este propósito.

É possível evitar?


Infelizmente, não há muito que você possa fazer para impedir alguém de tomar o seu nome com a intenção de se passar por você, já que essa informação está sempre exposta em qualquer site que você ingressar. Porém, isso não significa que você não precisa ser cuidadoso ao expor seus dados na internet.


Redes sociais como o Facebook permitem que você personalize seu perfil para ocultar ou limitar o acesso a certas informações, como o seu email pessoal ou sua idade. Sempre procure usar ferramentas como essa para dificultar o trabalho dos falsários. Manter “amizades” apenas com pessoas que você realmente conhece e confia também é uma ótima dica.

Por Jonathan D. Machado em 24 de Maio de 2012


terça-feira, 22 de maio de 2012

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Por que o AMD Bulldozer perdeu a briga para o Intel Core i7?


Uma análise profunda para você entender por que o avanço da AMD não saiu como o esperado.

Há cerca de um ano, publicamos um artigo indagando por que os novos processadores Bulldozer da AMD iriam esquentar o mercado? Com promessas de alto desempenho, a nova série despertava curiosidade nos consumidores. Em outubro de 2011, a fabricante lançou o AMD FX-8150, modelo top de linha baseado na arquitetura promissora.
Acontece que, desde o lançamento, o Bulldozer não impressionou como deveria. Não estamos falando que o processador apresenta baixo desempenho — pelo contrário, ele manda bem —, mas devemos admitir que ele decepcionou com resultados inferiores ao da concorrente que tem apenas metade da quantidade de núcleos.

 (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)
Hoje, vamos mostrar por que a CPU da AMD perdeu a briga para o Intel Core i7 e abordar alguns tópicos relativos aos motivos pelos quais a companhia vai continuar em segundo lugar enquanto não mudar sua linha de pensamento.

Na teoria, uma arquitetura superior

A estratégia da AMD não é ruim, mas talvez ela não seja bem estudada e aplicada. Em vez de continuar com a mesma estrutura utilizada no Phenom, a fabricante optou por mudar a arquitetura de seus processadores. Definitivamente um ponto válido, afinal, a série anterior estava pouco atrás da linha concorrente da Intel.
Basicamente, a AMD optou por criar um processador baseado em módulos. Com isso, a companhia deixou de lado a ideia de multithreading para adotar mais núcleos. Os modelos mais avançados têm quatro módulos, o que resulta em oito núcleos.

 (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A fabricante apostou forte na ideia de alta frequência e suporte para overclock. Considerando os péssimos resultados obtidos na época do Pentium 4 Prescott, a AMD poderia prever que clocks elevados nem sempre acarretam grandes saltos de performance. O site ExtremeTech ressalta que o FX-8150  sofre para ultrapassar o desempenho do Phenom II X6.
Quanto ao uso do recurso Turbo CORE, devemos parabenizar a companhia. Tal tecnologia funciona muito bem e fornece um desempenho extra nos momentos de aperto. Entretanto, é preciso considerar que um pequeno aumento de frequência não vai resultar num ganho fantástico de velocidade de processamento.

 (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A mudança na estrutura também alterou o modo como os núcleos dividem a memória cache. O modelo mais avançado traz 16 MB (8 MB em nível L2 e 8 MB em nível L3), o que é suficiente para trabalhar com os jogos e aplicativos mais robustos do momento. Enfim, como citamos em artigo prévio, todo esse trabalho na renovação da arquitetura serviria para reduzir custos e melhorar o desempenho. O último objetivo parece não ter sido atingido.


Problemas com o Windows e os softwares

De início, muitos sites afirmaram que o sistema operacional estaria influenciando no desempenho geral do FX-8150. De fato, isso é verdade, pois o Windows 7 não consegue entender a divisão em módulos e, consequentemente, não utiliza os núcleos de forma eficaz.

Ampliar (Fonte da imagem:Reprodução/ExtremeTech)

Ampliar (Fonte da imagem:Reprodução/ExtremeTech)
Na tentativa de investigar esse aspecto a fundo, o site ExtremeTech realizou uma análise para comparar como o sistema da Microsoft trabalhava com o processador em diferentes situações. Para tanto, o portal realizou testes com os programas Cinebench e Maxwell Render, que permitem determinar quais núcleos e módulos ativar.
Resultado? O Bulldozer apresenta melhores resultados quando um núcleo de cada módulo está ativo, ou seja, uma configuração 4M/4C (4 módulos e 4 núcleos). Quando os oito cores trabalham em conjunto, o processador apresenta desempenho 8% inferior. Posteriormente, a Microsoft lançou correções para o sistema, mas os testes apontaram uma melhora de 2%.

 (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

A análise do ExtremeTech não se restringe aos problemas do sistema. O site busca provar que o processador da AMD tem uma arquitetura que não é bem aproveitada por outros softwares. O programa DIEP (na imagem acima) é um simulador  de xadrez que calcula todas as posições possíveis em cada movimentação de uma partida. Esse aplicativo utiliza um número pré-determinado de threads e evita a utilização de pontos flutuantes.
Novamente, fica claro que o processador da AMD se mostra mais eficiente quando quatro módulos estão ativos e um núcleo de cada está em utilização (como mostrado pelo resultado de 4M/4C na imagem acima). A configuração 2M/4C não se mostra eficiente, resultando em baixo desempenho devido à má interpretação dos aplicativos.

A lentidão da memória cache

Quando falamos em processador, a velocidade para trabalhar com processos não é um fator que depende apenas da frequência. Existe toda uma arquitetura para que os códigos dos programas sejam devidamente calculados. Neste processo de execução, um recurso importante é a memória cache, que auxilia no armazenamento temporário de dados.

 (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

A mudança na arquitetura Bulldozer trouxe impactos significativos no cache. Primeiro existe uma alteração na distribuição da memória. Como relata o site ExtremeTech, os processadores da linha Phenom traziam 128 KB de cache em nível L1 para cada núcleo — esse valor era dividido em 64 KB para instruções e 64 KB para dados.
Agora, as CPUs trazem apenas 16 KB de cache L1 reservados para dados em cada núcleo. Além disso, os novos chips têm 64 KB de cache L1 para instruções em cada módulo, ou seja, dois núcleos compartilham essa quantidade. Os processadores Sandy Bridge usam a mesma quantia, porém, existem grandes diferenças nas latências.

 (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Utilizando o programa SiSoft Sandra 2011 SP5, o ExtremeTech realizou medições quanto ao acesso da memória cache em diferentes níveis. Aqui sim vemos mais uma razão pela qual a arquitetura da AMD não foi bem trabalhada.
Em configurações de fábrica, o Bulldozer apanha do Thuban (Phenom II X6 1100T). Quando recebe overclock, o FX-8150 só consegue competir em velocidade de acesso no nível L1, pois nos demais testes ele perde para o antigo AMD e para o Intel Core i7-2600k.

Afinal, o overclock o torna superior?

Muitos sites especialistas acreditavam que o Bulldozer seria algo fenomenal quando recebesse um overclock. De fato, ele tem seu desempenho ampliado, contudo, devemos considerar que tal técnica pode ser aplicada em qualquer processador e quase todos os modelos vão apresentar um ganho em velocidade de processamento.

 (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Tudo bem, o FX-8150 tem capacidade para trabalhar com overclocks elevados. Entretanto, isso não é necessariamente um aspecto positivo, afinal, a sobrecarga de trabalho pode afetar o funcionamento e acarretar na queima do chip. Segundo a análise do ExtremeTech, essa “vantagem” não coloca o Bulldozer tão à frente dos concorrentes.

Moral da história

De fato, não há como argumentar. A última geração de processadores top de linha da AMD perdeu a briga para a série concorrente da Intel. Um problema? Não necessariamente. A fabricante anunciou que a competição deixou de ser sua meta, portanto, as análises são meramente para efeitos comparativos.

 (Fonte da imagem: Divulgação/AMD)

Além disso, devemos salientar que esses processadores que “decepcionaram” são mais robustos do que muitos outros e executam todos os aplicativos e jogos da mais alta qualidade! Não podemos dizer que a AMD está tão atrás, afinal, ela acaba de lançar a nova linha de APUs Trinity e deve trazer muitas novidades. Isso sem contar com os ótimos preços dos produtos.
Fontes de pesquisa: ExtremeTech, Tom’s Hardware

quarta-feira, 2 de maio de 2012

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Pioneer quer unir realidade aumentada e GPS nos para-brisas de carros até o fim do ano


Sistema de navegação que envia instruções diretamente no para-brisas pode colocar o futuro no seu carro.


Sistemas de HUD (Head-up Display) ainda não são uma realidade presente em nossas vidas, mas no futuro é bem provável que isso mude. E, se depender da Pioneer, poderemos ver os resultados disso ainda este ano, graças ao sistema desenvolvido pela Microvision, que já vem prometendo resultados bem interessantes há algum tempo.


Funcionando como um sistema complexo de realidade aumentada aplicado a um GPS, o projeto da Microvision consegue enviar as instruções de navegação diretamente para o vidro frontal do carro, permitindo que o motorista tenha todas as instruções necessárias para seus trajetos. Isso acontece de um modo similar ao que oferecem os navegadores GPS.


Mas como isso funciona?





Segundo os desenvolvedores do projeto, o sistema utiliza três lasers diferentes (azul, vermelho e verde) que podem ser combinados para gerar uma grande quantidade de cores. Eles são emitidos em dois eixos de uma tela transparente e milimétrica, que fica acoplada ao vidro do carro. A luz é tão rápida que a imagem parece estática, mas a verdade é que ela está em constante emissão.


A Pioneer quer colocar os primeiros dispositivos — baseados na tecnologia — no mercado ainda este ano. Outras empresas fabricantes de carros estão planejando levar isso ao mercado até 2016, mas ainda não há nenhuma confirmação de aparelho ou modelo de automóvel que utilize o sistema.

terça-feira, 1 de maio de 2012

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Goma de Mascar

O que realmente acontece quando você engole o seu chiclete?

Você já ouviu os alertas: se você engolir sua goma de mascar, ela ficará no seu sistema digestivo por quase uma década. Isso significaria que existe uma grande chance de você ter algumas nas suas entranhas agora mesmo. Ao analisar os ingredientes – uma deliciosa mistura de componentes indigeríveis – você diria que ok, parece verídico. E ao dar uma olhada em livros médicos, gomas de mascar que foram engolidas já causaram alguns problemas sérios. É possível que os avisos malucos da sua mãe estivessem corretos?

Os piores casos

Um artigo de 1998 publicado na revista Pediatrics discutiu três casos nos quais crianças levaram o ato de engolir chicletes a extremos que precisaram de intervenção cirúrgica. (AVISO: O que iremos descrever a seguir não é recomendado para quem tem estômago fraco!)
O primeiro conto é sobre um menino de quatro anos e meio que era viciado em mascar chicletes desde que tinha dois anos. Quando seus pais finalmente decidiram procurar ajuda, ele estava mascando até sete chicletes por dia – e engolia cada um deles. Quando a massa criou uma obstrução, os médicos tiveram que tirar manualmente a “substância que parecia uma bala puxa-puxa”.
A próxima paciente, que também tinha quatro anos, recebia várias gomas de mascar por dia como recompensa de seus pais. A paciente era conhecida por simplesmente engolir o primeiro chiclete que recebia para receber outro em seguida. No final “múltiplas esferas de chiclete mastigado solidificaram-se e formaram uma massa retal multicolorida” – palavras dos médicos, não minhas – e tiveram que ser extraídas.
A última história é sobre uma menina normal de um ano e meio. A menina aparentemente quis apimentar as coisas comendo quatro moedas junto com o que ela estava mastigando. A massa teve que ser removida através de um sistema especial de recuperação de moedas que entram no corpo. Não parece legal.

A história da goma de mascar





Mas estes são casos extremos – apenas três entre possíveis milhões. É possível que nossos antepassados já viessem engolindo gomas de mascar acidentalmente há séculos. Massas de alcatrão com impressões de dentes que datam de 7000 a.C foram descobertos no norte da Europa. E mascar chicletes era primariamente uma coisa de pessoas jovens mesmo dessa época; as marcas de dentes mostram que os usuários normalmente tinham entre 6 e 15 anos.
Posteriormente os gregos mascaram uma resina aromática chamada de mastique, que recebeu esse nome por causa da ação de mascar que estava relacionada a ela. O tipo certo de resina poderia tirar o excesso de coisas nojentas dos dentes de uma pessoa enquanto também servia como refrescante de hálito. Quando colonizadores da Nova Inglaterra se estabeleceram na América, um costume que eles pegaram dos índios americanos foi mascar goma – neste caso, resina de abeto.
A versão moderna de mascar goma na verdade surgiu a partir de um erro de engenharia. No século 19, industrialistas disseram que chicle, ou o látex tirado de uma árvore em Yucatán, era um promissor equivalente a borracha. Em 1869, Antonio López de Santa Anna, um ex-presidente do México que foi exilado e estava morando em Staten Island, achou que ele poderia verificar a alegação. Santa Anna importou uma tonelada do material do México e contratou um inventor, Thomas Adams, para trabalhar no processo de vulcanização. O único problema foi que isso não funcionou. Não apenas o projeto foi um fracasso, mas Adams também ficou com o resto do material.
Apesar da resina não funcionar para pneus, Adams notou que o material tinha algumas qualidades notáveis. Quando a resina secava, por exemplo, ele descobriu que ela era insolúvel na água e meio plástica. Agora porque diabos ele pensou em colocar aquilo na boca, ninguém sabe. Mas o que nós sabemos é que ele patenteou o material mastigável em 1871. Ele eventualmente adicionou sabores, o que permitiu que a sua goma de mascar se saísse melhor nas drogarias do que a parafina adocicada que era vendida para o mesmo propósito. Pouco tempo depois, Wigley’s, com a abordagem correta de marketing, tornou famosa a goma de mascar.

O que realmente acontece





Desde então, nós todos acidentalmente engolimos algumas variedades de goma de mascar, mas é altamente improvável que elas formassem uma colônia nas nossas vísceras. É possível que estas coisas borrachudas possam ficar um pouco mais no nosso sistema digestivo do que, digamos, um milk-shake, mas mesmo esta demora é discutível. O motivo: Nossos estômagos são na verdade sistemas realmente eficientes para empurrar a comida através dele, digerida ou não.
A maior parte do chiclete cai na categoria “indigerível”. Nossa saliva começa o processo de digestão, e consegue dar conta das cascas dos Chiclets ou dos adoçantes de qualquer goma. Mas o material base – o combo de gomas e resinas naturais e sintéticas que correspondem a até 30% do que mastigamos – é praticamente impenetrável.
Mesmo assim, os músculos do nosso estômago contraem e relaxam, como uma minhoca, para forçar para fora as coisas que engolimos. Então não, a menos que você esteja substituindo refeições com isso, você provavelmente vai ficar bem.
Mas isso não quer dizer que você não deveria ouvir a sua mãe. Tecnicamente, ela tem um argumento.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

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Info Tec Itápolis

Como organizar os componentes dentro do PC para ter um melhor fluxo de ar [vídeo]


Organizar cabos, placas e drivers dentro do gabinete também ajuda a manter tudo bem resfriado.

O tecmundo tem vários tutorias sobre manutenção de hardware. Um deles explica, passo a passo, como colocar ventonhias no gabinete para que ele fique mais bem refrigerado - um procedimento primordial para não "fritar" nenhum componente.
As ventonhias são importantes para evitar o superaquecimento, mas o que todos sabem é sobre a possibilidade de seguir medidas muito simples para fazer com que cabos, placas e drives fiquem organizados dentro do gabinete, fazendo com que o ar tenha um fluxo ainda melhor. Confira!

Não é apenas por capricho





Há diferentes motivos para organizar melhor o interior do gabinete de um PC, e, acredite, isso não tem a ver com excesso de capricho. Em primeiro lugar, ao manter cabos e fios bem arranjados, evita-se que eles toquem as pás das ventoinhas.
Em segundo lugar, o fluxo de ar melhora, dando uma força extra para manter tudo bem refrigerado. Por último quando você precisar fazer algum tipo de manutenção, fica muito mais fácil encontrar um cabo necessário quando tudo está bem organizado.
Alguns modelos especias de gabinete já contam com acessórios para facilitar a organização. No entanto, eles não são muito comuns ou são muito caros. Por isso , siga nossas dicas a seguir

Um inventário ajuda





Em alguns casos, para organizar melhor cabos e componentes do seu gabinete, o primeiro passo é fazer uma espécie de inventário, ou seja o que você tem - tarefa que pode ser trabalhosa, mas ajuda muito para que se saiba quantos cabos serão necessários.
Essa é uma medida boa especialmente se você adquirio um gabinete novo. Antes de começar a instalar tudo, analise bem o espaço que a torre oferece e faça uma lista com as placas, drives e cabos que você tem. Assim, fica mais fácil planejar a instalação dos componentes.
Em outros casos, vale a pena remover o que se tem no gabinete quando é evidente a falta de espaço. Se você chegar a este ponto, apenas lembre-se de montar primeiro a fonte de energia, depois a placa-mãe e em seguida os componentes restantes, como HD e drivers ópticos.
Em caso de dúvidas sobre a desmontagem e a montagem de um computador, você pode conferir os tutorias "Aprenda a desmontar um computador" e "Como montar um computador" (com vídeo).

Mãos à obra






Com o gabinete aberto, observe bem o fluxo do ar. Procure espaços vazios nos quais é possível prender quaisquer fios que sobram. Como cada gabinete tem um design diferente, as possibilidade de organização são muitas.
O nosso gabinete, por exemplo, tem uma entrada de ar na frente e uma saída atrás, então devemos levar isso em conta. Aliás, este é quase que um padrão: entrada na frente e saída atrás, mas, claro, isso pode variar em alguns casos.
Uma boa dica para organizar fios é juntá-los na medida do possável, prendendo-os com uma braçadeira ou até mesmo com aqueles arames encapados utilizados para fechar sacos de pão, por exemplo. Apenas tome alguns cuidados: não dobre os fios muitas vezes, como uma espiral, e também não os estique demais. O ideal é que eles fiquem mais compactados, porém sem forçar seus conctores.

No nosso exempl, na parte de baixo do gabinete, onde se encontram dois discos rígidos, podemos organizar os cabos SATA, colocando-os junto a uma laterais. Independente do seu gabinete e dos seus componentes, o importante é evitar a formação de qualquer bloqueio que funcione como uma parede para o ar entrar na torre.
Outra medida simples e importante para melhorar o fluxo de ar no computador é afastar placas, drives ópticos e discos rígidos. Caso você tenha mais de um componete instalado, considere sempre a possibilidade de afastá-los.Isso também pode ser feito com os HDs, caso você tenha mais que um. No nosso computador de exemplo, temos dois discos rígidos, e eles estão separados por uma distância segura que não bloqueia o ar.
Essas foram algumas dicas bastante simples para você organizar melhor os componentes internos do seu computador.
Postagem tirada do site Tecmundo.






quinta-feira, 19 de abril de 2012

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Info Net Itapolis

Apple: Conheça a base de operações da gigante de Cupertino

Escritórios contam com design funcional e simples, como visto nos produtos da empresa.



(Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
A Apple é uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, ao lado de companhias como a Google e a Microsoft. Mesmo quando não há pronunciamentos eminentes, rumores e especulações evidenciam a Maçã cada vez mais.
Além dos boatos sobre novos iGadgets, uma das discussões sobre ela é justamente o fato de que não há imagens que mostram como é o seu ambiente de trabalho. Essa atitude é diferente da tomada pela Google, habitual divulgadora de fotos e vídeos de seus escritórios, fazendo com que pesquisas pela Apple na internet resultem em fotos externas e mesas cheias de produtos da marca.
Se você morre de vontade de conhecer a empresa de Steve Jobs por dentro, é hora de matar essa curiosidade! O site AppleGazette divulgou fotos das dependências da Apple. Elas dão uma ideia geral de como é o seu funcionamento e mostram claramente a arquitetura do local.
Como já era de se esperar, há grandes salas, muita tecnologia e um design eficiente — assim como há nos produtos da empresa. Mas talvez você se surpreenda, pois a Maçã tem um estilo mais tradicional do que o Facebook e o Google.

(Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
A grandiosidade da empresa espanta e já é evidenciada logo na entrada, com banners enormes e espaços abertos. A filosofia de trabalho criada por Steve Jobs está por toda parte — em forma de frases, fotos e menções ao seu legado — como mostra a imagem acima.


(Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
O interior dos escritórios faz uso de um design simples e eficiente, fazendo jus aos seus dispositivos. Em todos os ambientes, as janelas ocupam grande parte das estruturas, o que resulta em um ambiente claro, econômico e ambientalmente correto.

(Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
Entre as dependências da Maçã, está a única loja que vende camisetas, canecas e outros souvenires da empresa. Também é possível encontrar os gadgets e seus acessórios, com uma grande variedade de produtos e modelos.

(Fonte da imagem: Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
A Apple oferece uma grande área de lazer, com tênis de mesa, pebolim e até uma quadra externa de basquete. Há também uma sala com bicicletas ergométricas para a prática de spinning, de forma que haja uma opção para quem quiser deixar de ser sedentário.

(Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
Esta sala azul e com estilo futurista é onde o sinal Wi-Fi e outros componentes de novos projetos são avaliados. Essa é uma das partes mais secretas de todo o complexo, pois é nela que todo o processo de construção dos gadgets é posto à prova.

(Fonte da imagem: Fonte da Imagem: Reprodução/AppleGazette)
Além das fotos do ambiente de trabalho e da estrutura da Apple, o site AppleGazette mostrou fotos de locais mais restritos. Na foto à esquerda, está o guru do design, Jonathan Ive, em seu estúdio. Já na da direita, está o time que era o braço direito de Jobs e o ajudou a construir a empresa que o mundo todo conhece.

Uma nova base está sendo construída




















Como você já viu aqui no Tecmundo, a Apple já tem um projeto para uma nova instalação. A construção seria no formato de um enorme círculo (semelhante a uma nave espacial), com capacidade para 13 mil funcionários. A preocupação ambiental também estaria em pauta, mantendo os janelões e conservando 6 mil árvores no terreno da empresa. Todo esse tamanho é surpreendente, pois ocupará uma área maior do que a do Pentágono, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

(Fonte da imagem: Fonte da Imagem: Divulgação/Apple)

Postagem Tirada do Tecmundo.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

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Hackers: de marginais a heróis da era digital


Entenda como essas figuras mal vistas pela sociedade se transformaram em sinônimo da luta pela liberdade de informações na internet.



Tenha você começado a usar o computador há pouco tempo ou já sendo um verdadeiro veterano desse mundo, com toda a certeza você já leu e ouviu várias vezes a palavra “hacker”. Essas figuras cercadas de mistérios, surgidas na longínqua década de 1960, até pouco tempo atrás eram associadas exclusivamente com o crime e era raro encontrar quem as defendesse.Porém, mais recentemente, parece que houve uma grande inversão nessa situação. Basta verificar as notícias relacionadas ao Anonymous e ao LulzSec publicadas pelo Tecmundo para ver que, atualmente, não só as atividades desses indivíduos são vistas com bons olhos, como para muitos eles se transformaram em verdadeiros heróis da internet.


Hackers são “do bem” ou “do mal”?


Falar que hackers são “bons” ou “maus” é reduzir a uma visão muito estrita as atividades de um grupo muito amplo de pessoas. Caso eles não existissem, a história da computação poderia ser bastante diferente: nomes como Bill Gates e Steve Jobs, normalmente associados a corporações sisudas, iniciaram sua carreira modificando aparelhos construídos por outras empresas, algo considerado ilegal na época — entre os resultados desse tipo de atividade, está o computador pessoal como o conhecemos atualmente.



(Fonte da imagem: Google Imagens)

Porém, não é possível esquecer que existe o lado assustador da história. Muitos hackers utilizam seu conhecimento para obter informações sigilosas que são usadas em proveito próprio ou simplesmente se divertem prejudicando o trabalho dos outros. Para evitar confusões, é preferível usar o termo “cracker” ao se referir a esse tipo de pessoa em específico.


O “hacktivismo”


Embora não seja possível apontar com exatidão o momento em que a noção de hackers como heróis da internet passou a ser a mais aceita, é fácil entender os principais responsáveis pela mudança. O LulzSec e o Anonymous são os principais responsáveis pelo que ficou conhecido como “hacktivismo”, palavra que designa invasões feitas como forma de protestar contra uma situação ou que tenham como objetivo expor informações sigilosas sobre corporações que prejudicam a população em geral.



(Fonte da imagem: Google imagens)

Vale notar que esse conceito não surgiu ao mesmo tempo em que os grupos (no caso do Anonymous, diversas facções reunidas por uma ideia em comum). Inicialmente, as ações perpetuadas por ambos nada tinham a ver com ideologias ou liberdade.O Anonymous, por exemplo, era conhecido por invadir servidores do jogo Habbo Hotel, enchendo a tela com xingamentos (alguns deles de cunho racista) e memes surgidos nas profundezas do 4Chan. O LulzSec também teve sua dose de “brincadeiras”, chegando a publicar no site neozelandês da PBS a notícia de que o cantor Tupac Shakur estava vivo.



(Fonte da imagem: Google Imagens)

Conforme o tempo passou, pôde-se perceber um “amadurecimento” dos hackers, que passaram a apoiar a luta de sites como o Wikileaks. Além disso, casos como a Operação Darknet ajudaram a tirar do ar páginas dedicadas à pornografia infantil, identificando tanto seus administradores quanto aqueles que acessavam o conteúdo ilegal.


O poder das redes sociais


Um dos fatores que mais contribuiu para a popularidade e aceitação do “hacktivismo” é a existências das redes sociais. Além de servir como um canal seguro para a divulgação de informações relacionadas aos ataques realizados (ou que estão sendo planejados), sites como o Twitter permitem que os hackers vejam em tempo real qual a opinião do público sobre suas atividades.



Através da adoção de discursos que pregam a liberdade individual e defendem o poder do cidadão comum contra as grandes corporações, esses indivíduos conseguiram um grande apoio popular. Prova disso é que, hoje, praticamente qualquer atividade realizada pelo Anonymous é divulgada por centenas (e até mesmo milhares) de pessoas.De certa forma, é até mesmo possível afirmar que essa grande publicidade teve certa influência nos alvos das invasões. Afinal, enquanto derrubar um site pertencente a uma instituição de caridade geraria pouco apoio, é difícil encontrar alguém que tenha uma opinião muito boa sobre os sites do Congresso brasileiro ou nutra muita simpatia pelas instituições bancárias do país.


Eu corro algum risco?


O aumento do número e da abrangência das atividades do Anonymous geram preocupações em muitas pessoas. Afinal, se sites de grandes empresas de segurança são acessados com tremenda facilidade, qual a chance que um cidadão comum pode ter contra pessoas desse tipo?


O fato é que, mais do que se preocupar com os grupos populares da internet, é preciso ficar atento para não cair na rede de crackers que atuam de forma silenciosa. Ao contrário do que acontecia durante a década de 1990, esse tipo de criminoso não perde mais tempo invadindo sites localizados em serviços de hospedagem gratuitos.




(Fonte da imagem: ThinkStock)

Atualmente, é muito mais comum que eles convençam você mesmo a abrir as portas do seu computador para obter as suas informações pessoais. Além do famoso phishing (prática que faz cópias idênticas de sites famosos), os crackers modernos são os responsáveis por enviar as famigeradas mensagens falsas que povoam as caixas de spam (aliás, as fotos da festa ficaram ótimas) e por explorar brechas de segurança que fazem com que milhões de computadores sejam infectados por malwares.Claro, não podemos deixar de lado os efeitos colaterais que algumas das atividades do Anonymous e LulzSec geraram. Quem tem uma conta da PlayStation Network sabe que não foi nada agradável ter que mudar de senha e aguardar um longo tempo enquanto a Sony corrigia as brechas de segurança exploradas pelos hackers durante o ataque massivo à rede ocorrido em 2011.


O que mudou com o “hacktivismo”?


Até o momento, é muito difícil afirmar com convicção que as atividades de hackers como aqueles que apoiam a ideia do Anonymous surtiram grandes consequências em nossa vida diária. Embora alguns executivos tenham perdido o trabalho, é difícil ver mudanças concretas na maneira como grandes corporações atuam, e ainda estamos longe de obter a liberdade tão prometida pelos hackers

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Porém, seria um erro dizer que tudo permanece igual. Cada vez mais empresas começam a revisar seus sistemas de segurança, e é difícil encontrar quem se sinta realmente seguro contra um ataque hacker. Além disso, as atividades do “hacktivismo” foram muito importantes para evitar que leis como o SOPA fossem aprovadas e para que eventos como o Occupy Wall Street tivessem grande repercussão.


Ao que tudo indica, os verdadeiros resultados só vão poder ser analisados dentro de alguns anos. Até lá, prepare-se para ver várias notícias envolvendo nomes como o Wikileaks, Anonymous, LulzSec e os outros grupos que devem surgir no futuro.


  • Postagem tirado do Tecmundo.






























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